Reviravolta no caso do “Sicário”: preso segue vivo e internado em estado grave
Luiz Phillipi continua vivo e internado na unidade hospitalar. Foto: Reprodução/TV Globo Uma mudança nas informações divulgadas pelas autoridades marcou o caso envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido entre investigados como “Sicário” no processo ligado ao empresário Daniel Vorcaro. Após a Polícia Federal (PF) informar, na noite de quarta-feira (4), que médicos teriam constatado morte cerebral do suspeito, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou uma atualização na quinta-feira (5) afirmando que ele permanece vivo e internado em estado gravíssimo.
De acordo com informações exibidas pelo Jornal Nacional, Luiz Phillipi está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, uma das principais unidades de atendimento a casos graves e traumas do estado. O hospital é referência em emergências de alta complexidade e atende pacientes vindos de diferentes regiões de Minas Gerais.
O homem foi preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (4). A ação faz parte de investigações relacionadas ao chamado “caso Master”, que envolve suspeitas de crimes financeiros e outros possíveis delitos. Segundo os investigadores, Luiz Phillipi era chamado pelos comparsas de “Sicário”, expressão utilizada para designar um assassino de aluguel.
Inicialmente, a Polícia Federal informou que médicos do Hospital João XXIII haviam confirmado a morte cerebral do preso. A informação, no entanto, foi posteriormente atualizada pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais, que afirmou que o paciente segue vivo, embora em estado crítico, recebendo acompanhamento intensivo da equipe médica.
A atualização mais recente sobre o estado de saúde foi divulgada pelo advogado da família, Robson Lucas. Segundo ele, Luiz Phillipi continua internado e sob monitoramento constante no CTI da unidade hospitalar.
De acordo com a defesa, a direção do hospital informou que o quadro clínico do paciente é considerado gravíssimo, porém estável. Até o momento, não foi iniciado protocolo médico para investigação de morte encefálica, procedimento adotado quando há suspeita de falência completa das funções cerebrais.
O episódio que levou à internação ocorreu na tarde de quarta-feira (4), dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde o suspeito estava preso após a operação. Conforme a corporação, Luiz Phillipi aguardava a realização da audiência de custódia quando teria tentado tirar a própria vida.
Ele foi socorrido imediatamente e encaminhado ao Hospital João XXIII para atendimento emergencial. Desde então, permanece hospitalizado e sob cuidados intensivos.
Diante do ocorrido, a Polícia Federal informou que abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do caso e esclarecer o que aconteceu enquanto o preso estava sob responsabilidade da instituição.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que todo o deslocamento do detento dentro da unidade policial, bem como o atendimento prestado pelos agentes após o episódio, foi registrado pelo sistema de câmeras de segurança.
Segundo Rodrigues, o monitoramento da área não possui pontos cegos, o que permitirá a análise detalhada das imagens para esclarecer a sequência dos acontecimentos.
A Polícia Federal também informou que comunicou oficialmente o caso ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do chamado caso Master na Corte. A corporação pretende encaminhar os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido dentro da superintendência.
Em nota divulgada ainda na quarta-feira (4), a defesa de Luiz Phillipi afirmou que os advogados estiveram com ele pessoalmente durante o dia e que, até por volta das 14h, o cliente apresentava condições físicas e psicológicas consideradas normais.
Segundo os advogados, a informação sobre o incidente dentro da unidade da Polícia Federal só foi conhecida pela defesa após a divulgação da nota oficial emitida pela própria corporação.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e pode ter novos desdobramentos à medida que o estado de saúde do suspeito evoluir e as investigações internas forem concluídas.
Redação ANH








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