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Maceió,11/03/2026

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Alagoas debate teto para cachês de artistas em eventos financiados por prefeituras

Ascom AMA
Alagoas debate teto para cachês de artistas em eventos financiados por prefeituras Prefeitos de Alagoas discutem limite para cachês de artistas em festas municipais. Divulgação / AMA

Prefeitos e prefeitas de municípios de Alagoas iniciaram uma discussão sobre a criação de critérios mais rigorosos e até mesmo um possível limite para os cachês pagos a bandas e artistas contratados para eventos organizados pelas prefeituras. O primeiro debate sobre o tema ocorreu na última segunda-feira (9), durante reunião realizada na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em Maceió, reunindo gestores municipais de diferentes regiões do estado.

A iniciativa surgiu diante da alta nos valores cobrados por artistas e atrações nacionais, fenômeno que tem gerado preocupação entre os gestores públicos. Segundo os prefeitos, o aumento dos cachês tem impactado diretamente os orçamentos municipais, principalmente nas cidades de pequeno e médio porte, que dependem de recursos mais limitados para manter serviços essenciais e promover eventos culturais.

Nos últimos anos, festas tradicionais organizadas pelas prefeituras — como festas juninas, aniversários de cidades e festivais culturais — passaram a disputar atrações populares do cenário musical brasileiro. Essa concorrência entre municípios, de acordo com os gestores, acabou contribuindo para uma escalada nos valores cobrados por artistas e produtores, muitas vezes considerada incompatível com a realidade financeira das administrações locais.

O debate em Alagoas segue um movimento que já vem sendo observado em outros estados. Na Bahia, por exemplo, prefeitos se mobilizaram recentemente para discutir a criação de um teto para cachês pagos em eventos públicos, com o objetivo de evitar gastos excessivos com contratações artísticas financiadas com recursos municipais.

Durante a reunião em Maceió, os gestores ressaltaram que a proposta não tem como objetivo prejudicar a cultura popular ou acabar com festas tradicionais, que possuem grande importância para a identidade cultural das cidades e também movimentam a economia local, atraindo turistas e gerando renda para comerciantes, ambulantes e trabalhadores informais.

O prefeito de Quebrangulo, Manoel Tenório, afirmou que o debate busca encontrar um equilíbrio entre a valorização da cultura e a responsabilidade fiscal. Segundo ele, é fundamental que os gestores municipais analisem os custos dessas contratações e discutam alternativas para garantir que as festividades continuem acontecendo sem comprometer as finanças públicas.

“Os prefeitos estão atentos à realidade financeira dos municípios. Precisamos discutir esses valores e buscar um entendimento coletivo que permita preservar nossas tradições, mas também garantir responsabilidade com o dinheiro público”, destacou.

Já o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrão, reforçou que o objetivo da discussão é estimular uma reflexão mais ampla sobre as prioridades na gestão municipal. Ele ressaltou que, em algumas situações, o valor pago por um único show pode ser equivalente a investimentos importantes em áreas essenciais, como saúde, educação, infraestrutura ou habitação.

Segundo Beltrão, a intenção não é impedir a realização de eventos culturais, mas promover um debate equilibrado sobre a forma como os recursos públicos são utilizados.

“Não estamos falando em acabar com festas ou com a cultura popular. O que queremos é encontrar um ponto de equilíbrio. Em alguns casos, o valor de uma única apresentação artística poderia representar melhorias importantes em serviços públicos”, explicou.

A expectativa é que as discussões avancem nos próximos encontros da AMA e que os prefeitos possam construir um consenso sobre possíveis parâmetros ou orientações para contratações artísticas em eventos financiados com recursos públicos.

Para os gestores, a iniciativa também pode incentivar um movimento nacional entre municípios, estimulando a criação de regras mais transparentes e responsáveis para a contratação de shows e eventos culturais. Dessa forma, as festas tradicionais poderiam continuar sendo realizadas, valorizando a cultura e fortalecendo o turismo local, mas sem gerar desequilíbrios nas contas públicas das prefeituras.

Redação ANHAL




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