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Maceió,11/03/2026

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Prédio com quatro andares desaba e deixa mortos na capital mineira

Assessoria
Prédio com quatro andares desaba e deixa mortos na capital mineira Desabamento de um lar de idosos em Belo Horizonte deixou pelo menos quatro mortos. (Divulgação/CBMMG)

O número de mortos após o desabamento de um prédio em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, chegou a 12, segundo balanço atualizado das equipes de resgate divulgado nesta sexta-feira (6). O imóvel, que funcionava parcialmente como um asilo, desabou e deixou 29 pessoas envolvidas na ocorrência entre mortos, feridos e sobreviventes.

Logo após o desmoronamento, nove pessoas conseguiram sair do prédio por conta própria antes da chegada das equipes de emergência. Outras oito foram resgatadas com vida pelos bombeiros durante as buscas entre os escombros, algumas delas em estado de choque ou com ferimentos que exigiram atendimento médico.

A última vítima que ainda estava desaparecida foi localizada na madrugada desta sexta-feira (6). Trata-se de uma idosa de 77 anos, cujo corpo foi encontrado sob os destroços e retirado por volta das 6h pelas equipes que atuavam na operação de busca. Com a localização da vítima, os bombeiros encerraram oficialmente as buscas no local.

O edifício que desabou tinha quatro andares e fica localizado no bairro Jardim Vitória, na região nordeste da capital mineira. O imóvel abrigava diferentes atividades em seus pavimentos. O asilo funcionava no primeiro andar do prédio, acima de uma clínica de bronzeamento artificial. Nos andares superiores estavam a residência do proprietário do imóvel e também uma academia de ginástica.

Entre as vítimas que morreram está o próprio dono do prédio. A esposa dele, Sâmia, de 31 anos, e a filha do casal, Laura, de apenas 2 anos, estavam em outro quarto no momento do desabamento e conseguiram sobreviver após serem resgatadas pelas equipes de socorro.

Em entrevista concedida a jornalistas na saída do Hospital Odilon Behrens, onde recebeu atendimento médico, Sâmia falou sobre o impacto da tragédia e afirmou que ninguém imaginava que a estrutura pudesse apresentar risco de desabamento.

Segundo ela, não havia sinais aparentes de problemas estruturais no imóvel. Emocionada, a mulher também pediu orações pelas vítimas, especialmente pelos idosos que viviam no local.

Durante o trabalho de busca e resgate, uma das situações que chamou atenção das equipes ocorreu quando um idoso de 87 anos conseguiu se comunicar com os bombeiros enquanto ainda estava soterrado. O homem foi localizado com vida, retirado dos escombros e levado para atendimento hospitalar.

As operações mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de outros órgãos de emergência da capital mineira. Máquinas e equipamentos especiais foram utilizados para remover os escombros e permitir a localização das vítimas.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o asilo que funcionava no prédio possuía documentação regular. O estabelecimento tinha alvará de funcionamento válido até o ano de 2030 e também estava com o alvará sanitário em dia. A última vistoria realizada pela Vigilância Sanitária ocorreu em janeiro deste ano.

As autoridades destacaram ainda que, no momento do desabamento, não havia registro de chuva forte ou condições climáticas adversas que pudessem ter contribuído para o colapso da estrutura. Além disso, segundo a Defesa Civil, a área onde o prédio estava localizado não é classificada como zona de risco geológico ou estrutural.

As causas do desabamento ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. Peritos estiveram no local para analisar os destroços e coletar informações que possam ajudar a esclarecer o que levou à queda da estrutura.

De acordo com a polícia, foram encontrados indícios de que uma obra de ampliação estava sendo realizada no prédio. No entanto, os investigadores afirmam que ainda é cedo para afirmar se a reforma teve relação direta com o desmoronamento.

O caso segue sob investigação, e novos laudos técnicos deverão apontar as condições estruturais do imóvel e as possíveis responsabilidades pelo acidente.

Redação ANH/BH




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