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Maceió,17/03/2026

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Alagoas na FEBRACE: três escolas estaduais levam robótica e bioplástico à USP

Ascom Seduc
Alagoas na FEBRACE: três escolas estaduais levam robótica e bioplástico à USP Alunos viajaram com o apoio da Seduc. Foto: Alexandre Teixeira e Ana Paula Lins

Alagoas brilha na maior feira de ciências do Brasil: três escolas estaduais levam inovação à FEBRACE em São Paulo


Três escolas da rede estadual de Alagoas desembarcam nesta terça-feira (17) na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), o maior evento de iniciação científica do país, sediado no Campus Inova USP, em São Paulo. As unidades Professora Benedita de Castro Lima (Maceió), Fernandina Malta (Rio Largo) e Ana Lins (São Miguel dos Campos) viajam com apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e integram uma delegação alagoana de seis projetos selecionados entre mais de três mil inscritos – apenas 297 foram escolhidos.

Além das escolas estaduais, representam o estado o Instituto Federal de Alagoas (IFAL), dos campi Maceió e Murici, e a Escola Sesi Abelardo Lopes (centro de Maceió). O grupo partiu no domingo (15) para expor trabalhos que unem tecnologia, saúde, sustentabilidade e monitoramento ambiental até sexta-feira (20).

Robótica humanista contra transtornos mentais

A Escola Fernandina Malta aposta em um protótipo de robótica inspirado na psiquiatra Nise da Silveira, que já rendeu medalha de ouro no Encontro Estudantil da Rede Estadual em novembro. Orientado pelo professor Cássio Fagundes, o projeto alia tecnologia à saúde mental por meio de comandos de voz e gestos manuais, com jogos cognitivos para auxiliar pessoas com deficiências físicas, cognitivas ou mentais.

"É um dispositivo que humaniza o tratamento, seguindo a visão de Nise sobre cuidados não invasivos", explica o aluno Anderthon Cristian da Silva Moura. Ele celebra a oportunidade: "De uma escola pequena para o maior evento científico do Brasil é surreal e gratificante". O professor Cássio reforça: "Representamos Alagoas com ciência, inovação e compromisso social".

Bagaço de cana vira bioplástico em dois meses

Da Professora Benedita de Castro Lima vem o Canaplast, que transforma bagaço de cana-de-açúcar – resíduo agroindustrial abundante no estado – em plástico biodegradável e resistente ao calor. O professor Felipe Rodrigues e sua equipe extraem celulose do material para criar um substituto ecológico aos plásticos petroquímicos, que demoram 400 anos para decompor. O deles se degrada em cerca de 60 dias.

"Usamos um resíduo descartado para gerar sustentabilidade", detalha o aluno Rodrigo Medeiros Silva. Apoiada pelo Programa Pibic Jr e pela Fapeal, a iniciativa anima o grupo. "Ciência é o motor do desenvolvimento, e ver nosso trabalho na FEBRACE é reconhecimento puro", diz Felipe. Samuel de Oliveira completa: "Queremos inspirar novos pesquisadores pelo Brasil".

Miniestação solar monitora o clima local

A Ana Lins apresenta uma miniestação meteorológica portátil, premiada três vezes na Sinpete 2025 da UFAL. Movida a energia solar e baterias de lítio, o equipamento mede dez variáveis climáticas e pode ser levada a qualquer local.

"Ela é prática para comunidades rurais ou áreas remotas", conta o professor Felipe Ventura. As alunas Yasmin de Oliveira e Thalyta Amorim de Moraes vibram com a estreia: "Dedicação recompensada na maior feira da América Latina, mostrando a força da escola pública alagoana". Ventura agradece a Seduc e à secretária Roseane Vasconcelos: "Entre três mil projetos, estamos aqui. Vai ser inesquecível".

Redação ANH-AL




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