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Maceió,18/03/2026

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Elefante-marinho chega a Maceió e banhista que se aproximar pode levar multa de R$ 5 mil

O monitoramento busca evitar interferência humana e garantir que ele possa retornar ao mar naturalmente


Elefante-marinho chega a Maceió e banhista que se aproximar pode levar multa de R$ 5 mil Instituto Biota

Após uma semana na costa alagoana, o elefante-marinho chegou à praia de Maceió na manhã desta quarta-feira (18). O animal vem sendo monitorado desde a última quinta-feira (12), após aparecer na faixa de areia da praia da Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas. 

Após se deslocar por mais 30 quilômetros e chegar à capital alagoana, um alerta foi aceso  para que o elefante-marinho não seja molestado novamente, já que, no último domingo (15), um homem se aproximou e tentou interagir com o mamífero.

Molestar o animal inclui tocar, cercar, alimentar ou tentar interagir, tendo em vista a gravidade das atitudes, que podem causar desconforto e estresse no animal. Por isso, de acordo com a  Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Alurb), quem desrespeitar um isolamento ao elefante-marinho, que deve ser de 20 a 30 metros, pode arcar com multas que variam de R$ 2.500 a R$ 5 mil.


"Mordida poderosa" e transmissor de doenças

Segundo o Bruno Stefanis, biólogo e diretor do Instituto Biota, o bicho é jovem e passa por um período de muda de pele e pelos, o que justifica seu comportamento.

"Esse comportamento é normal, mas essa espécie por aqui não é comum. Iremos manter um isolamento, com o apoio da Prefeitura, pois nossas praias urbanas têm muitas pessoas e isso pode ser prejudicial. O animal pode pegar ou transmitir uma doença, sem falar que ele tem uma mordida muito poderosa, que pode causar um acidente grave. Queremos que ele passe por esse período tranquilo, sem transtorno para banhistas e nem para ele mesmo", disse.

O monitoramento busca evitar interferência humana e garantir que ele possa retornar ao mar naturalmente. Além do bem-estar do elefante-marinho, a preocupação recai sobre a saúde pública. A aproximação oferece risco de transmissão de doenças graves, como a gripe aviária. 

O diretor-presidente da Alurb, Moacir Teófilo, ressalta a importância de manter o isolamento e preservar a saúde do animal e das pessoas que visitam a orla.

"É uma visita que causa curiosidade nas pessoas, mas é essencial que entendam que a aproximação traz riscos para ambos os lados. Sendo assim, daremos apoio ao Biota neste isolamento para que tudo ocorra da melhor forma", afirmou.




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