Feminicídio na PM: oficial é preso acusado de assassinar esposa com tiro na cabeça
Familiares de Gisele Santana contestam a versão apresentada por Geraldo Leite Rosa Neto e pedem investigação por feminicídio. (Reprodução/Redes sociais) A Polícia Civil de São Paulo prendeu o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O crime ocorreu em fevereiro no apartamento do casal no Brás e ganhou contornos de feminicídio após laudos periciais.
O oficial de 53 anos foi detido em São José dos Campos pela Corregedoria da PM. Ele prestou depoimento no oitavo distrito policial e segue para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital. A Justiça Militar aprovou a prisão preventiva para proteger a investigação e a ordem pública.
Peritos analisaram 24 laudos que mostram lesões no rosto e pescoço da vítima. Marcas de pressão digital e arranhões por unhas indicam esganadura antes do disparo fatal. A bala entrou pela cabeça em ângulo incompatível com suicídio, e sangue em outros cômodos sugere alteração da cena.
Geraldo afirma que tomava banho quando ouviu o tiro. Ele encontrou Gisele caída na sala após briga por separação. Em entrevista à Record, negou o crime e culpou marcas no pescoço pela filha de sete anos da esposa. Policiais notaram que ele estava seco e cheirava a produto químico. Câmeras captaram limpeza no local por agentes.
A família de Gisele celebra a prisão e exige júri popular. O advogado José Miguel da Silva Júnior destaca abusos no casamento. O Ministério Público e a Corregedoria pressionaram pela detenção. Neto demorou 29 minutos para pedir socorro e ligou para desembargador logo após o fato.
O inquérito começou com queixa de ciúmes e virou homicídio em março. A exumação confirmou as agressões. A Secretaria de Segurança Pública confirma exame de corpo de delito antes do interrogatório formal.
Redação ANH-SP








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