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Maceió,19/03/2026

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De estado de greve a paralisação: o que decide a assembleia em Santos hoje

Assessoria
De estado de greve a paralisação: o que decide a assembleia em Santos hoje Greve de caminhoneiros em 2018 parou o país (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Lideranças de caminhoneiros realizam assembleia em Santos para avaliar paralisação nacional motivada pela alta do diesel


Na tarde desta quinta-feira, representantes da categoria se encontram na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos (SP), para deliberar sobre uma possível greve nos próximos dias. O disparo nos preços do óleo diesel, que atingiu média nacional de R$ 7,17 por litro na segunda semana de março, impulsiona o movimento, agravado pela tensão geopolítica envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no mercado global de petróleo.


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) anunciou que só se manifestará após o desfecho da reunião, aprovada em encontro anterior na quarta-feira (18) na mesma cidade. Em comunicado, a entidade destaca o estado de greve mantido até a assembleia, marcada para as 16h, e reforça apoio aos trabalhadores, respeitando a decisão majoritária. O presidente do Sindicam, Luciano Santos, convocou os profissionais via vídeo para analisar anúncios do ministro dos Transportes, Renan Filho.


Respostas do governo federal não freiam insatisfação.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto zerando PIS e Cofins na importação e venda de diesel, além de medida provisória com subvenção a produtores e importadores, com estimativa de corte de até R$ 0,64 por litro pelo Ministério da Fazenda. Ainda assim, a Petrobras elevou o preço em R$ 0,38 por litro para distribuidoras desde 14 de março, resultando em impacto de R$ 0,32 no diesel comum nos postos após mistura com biodiesel – o primeiro reajuste após meses de estabilidade.


Renan Filho divulgou na quarta-feira ações para fiscalizar os pisos mínimos de frete rodoviário, ameaçando punições a transportadores, contratantes e controladores de empresas que descumprirem a tabela. "Quem insistir em desrespeitar passará a ser responsabilizado, com medidas que interrompem irregularidades e corrigem distorções de mercado", declarou o ministro em rede socias.


Reuniões prévias, como a de segunda-feira (16) no Porto de Santos com Abrava, Sindicam e lideranças de SP, RJ, GO, PR e RS, já sinalizaram alerta, representando dezenas de milhares de autônomos e cooperativas. A categoria busca consenso nacional antes de data oficial, com paralisações pontuais já reportadas em algumas regiões.

Redação ANH-SP




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