Brasil possui terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo
Homem-Aranha animou a doação de sangue no hemope. Foto: Rafael Vieira/DP O Hemope lança convocação urgente para jovens saudáveis entre 18 e 35 anos se inscreverem como doadores de medula óssea no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. A medida responde a uma queda drástica de 42% nos novos cadastros em relação ao mesmo período de 2025, o que compromete as chances de pacientes com leucemia, anemias graves, linfomas e falhas imunológicas que dependem de transplante como última esperança de cura.
O processo é rápido e ocorre durante a doação de sangue nos hemocentros: basta uma coleta de cinco mililitros para análise genética, após breve orientação e assinatura de consentimento. Requisitos incluem saúde geral boa, ausência de infecções ou males autoimunes, e documento com foto. A portaria federal de 2021 limita o cadastro inicial a essa faixa etária para maximizar compatibilidades, com permanência no banco até os 60 anos e possível convocação para doação se houver match.
Josiete Tavares, coordenadora de cadastros no Hemope, alerta que apenas 25% dos pacientes acham doador familiar, com probabilidade de um em cem mil fora do círculo próximo. Perfil atual de candidatos é majoritariamente acima da idade ideal, reduzindo registros eficazes. Mais de duas mil e quinhentas pessoas aguardam transplante no Brasil, e cada inscrição amplia o banco genético, elevando chances de salvação.
O apelo integra a Semana Nacional de Mobilização pela Doação de Medula Óssea, com ações em hemocentros pernambucanos. Ligue para 0800 081 1535 ou vá ao posto mais próximo para contribuir. O Redome, terceiro maior do mundo, destaca histórias reais de doadores que transformaram vidas, como cadastros universitários ou internacionais que viraram salvamentos inesperados.
Redação ANH-PE








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