Governadora Fátima Bezerra celebra licença para poços em águas profundas no RN
Petrobras obtém licença para perfurar três poços na Bacia Potiguar; investimentos devem impulsionar economia - Foto: ASSECOM / GOVERNO DO RN Petrobras obtém licença do Ibama para perfurar três poços na Bacia Potiguar e retoma operações no RN
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira a licença ambiental concedida pelo Ibama para perfurar três poços de petróleo na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, marcando a retomada das operações da estatal no estado após a venda de ativos terrestres em 2023 e impulsionando a exploração na Margem Equatorial, considerada a nova fronteira petrolífera brasileira. A autorização abrange os poços Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, com o Mãe de Ouro como principal alvo em águas profundas, a 52 km da costa e mais de 2 mil metros de profundidade, apresentando indícios de petróleo.
A sonda de perfuração chega do Amapá em julho, iniciando as operações, enquanto a estatal planeja investir mais de R$ 1,5 bilhão no arrasamento de poços antigos em cerca de 100 municípios potiguares, beneficiando diretamente a geração de empregos e a cadeia produtiva local. A campanha faz parte de um plano maior da Petrobras com 16 poços exploratórios na Margem Equatorial até 2027, totalizando R$ 15 bilhões em investimentos em bacias como Potiguar, Foz do Amazonas e Pará-Maranhão.
Governadora Fátima Bezerra celebrou o marco durante reunião em Natal com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. "É um passo histórico para um novo ciclo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico, com responsabilidade ambiental e segurança jurídica, gerando empregos e atraindo investimentos", afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, projeta produção de até 100 mil barris/dia, elevando o PIB estadual em 30%, com criação de cluster offshore, investimentos bilionários em logística portuária, plataformas, embarcações e suporte aéreo via aeroportos locais. Os impactos iniciais surgem em seis meses a dois anos, com pico em seis anos, totalizando mais de R$ 2,5 bilhões, fortalecendo micro e pequenas empresas na cadeia de suprimentos.
Petroleiros e lideranças locais, como no congresso do Sindipetro-RN, apoiam a retomada, destacando milhares de empregos, royalties e inovação tecnológica, em meio a debates sobre o risco de importações futuras sem novos investimentos. A iniciativa reforça a autonomia energética do Brasil diante de tensões globais, posicionando a Bacia Potiguar — com histórico de mais de 437 poços marítimos perfurados — como polo estratégico.
Redação ANH/RN








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