STF forma 3 a 0 para prender ex-chefe do BRB investigado por lavagem e corrupção
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. (Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília) Segunda Turma do STF forma maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB em esquema bilionário
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, decretada pelo ministro André Mendonça. O julgamento virtual registra placar de 3 a 0 até o momento, com votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques; falta o posicionamento de Gilmar Mendes, com votação aberta até as 23h59.
Costa foi preso em 16 de abril, na quarta fase da Operação Compliance, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master e tentativas de compra de ativos pelo BRB, banco público do Distrito Federal. As apurações apontam que ele combinou com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, repassados via seis imóveis de luxo em São Paulo e no DF.
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa do julgamento. Em fevereiro, ele deixou a relatoria do inquérito após a PF identificar menções ao seu nome em mensagens no celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da operação. Toffoli é sócio do resort Tayayá, no Paraná, comprado por fundo ligado ao Master e sob investigação.
A decisão reforça as investigações sobre gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro em carteiras de crédito fictícias, com prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Redação ANH/DF





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