Longa sobre Bolsonaro se torna uma das produções mais caras do cinema brasileiro
Longa retrata campanha de Bolsonaro em 2018, incluindo episódio da facada. Foto: Reprodução O filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu aportes milionários do banqueiro Daniel Vorcaro e já figura entre as produções mais caras envolvendo o cinema brasileiro nos últimos anos. Segundo informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Vorcaro transferiu R$ 62 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o longa-metragem.
O valor supera os orçamentos de produções brasileiras de grande repercussão recente, como “Ainda Estou Aqui”, que teve custo estimado em R$ 45 milhões, e “O Agente Secreto”, estrelado por Wagner Moura, com orçamento de R$ 28 milhões.
As transferências foram reveladas inicialmente pelo The Intercept Brasil. De acordo com a publicação, a aproximação entre o banqueiro e os responsáveis pelo projeto ocorreu por intermédio do publicitário Thiago Miranda, que afirmou ter apresentado o filme a Vorcaro a pedido do deputado federal Mário Frias.
Ainda segundo a reportagem, o orçamento inicial de “Dark Horse” estava estimado em R$ 134 milhões, valor considerado elevado para os padrões do cinema nacional. Os repasses teriam sido interrompidos após a prisão de Daniel Vorcaro e o avanço das investigações relacionadas a supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh e traz o ator Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, no papel de Jair Bolsonaro. A produção retrata os bastidores da campanha presidencial de 2018, incluindo o atentado sofrido pelo então candidato durante agenda em Juiz de Fora, Minas Gerais.
A estreia do filme está prevista para setembro de 2026, poucas semanas antes das eleições presidenciais no Brasil.
O orçamento da produção também chama atenção em comparação ao mercado internacional. O filme “Train Dreams”, da Netflix, estrelado por Joel Edgerton, Felicity Jones e William H. Macy, teve orçamento estimado em US$ 10 milhões. Já o norueguês “Sentimental Value”, concorrente na categoria de Melhor Filme Internacional, custou cerca de US$ 7,8 milhões.
No caso de “O Agente Secreto”, parte do financiamento foi compartilhada entre produtores do Brasil, França, Alemanha e Holanda. Dados da Agência Nacional do Cinema indicam que a participação brasileira somou R$ 13,5 milhões, incluindo recursos do Fundo Setorial do Audiovisual e incentivos via Lei do Audiovisual.
Redação ANH








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