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Maceió,14/05/2026

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Longa sobre Bolsonaro se torna uma das produções mais caras do cinema brasileiro

Assessoria
Longa sobre Bolsonaro se torna uma das produções mais caras do cinema brasileiro Longa retrata campanha de Bolsonaro em 2018, incluindo episódio da facada. Foto: Reprodução

O filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu aportes milionários do banqueiro Daniel Vorcaro e já figura entre as produções mais caras envolvendo o cinema brasileiro nos últimos anos. Segundo informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Vorcaro transferiu R$ 62 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o longa-metragem.

O valor supera os orçamentos de produções brasileiras de grande repercussão recente, como “Ainda Estou Aqui”, que teve custo estimado em R$ 45 milhões, e “O Agente Secreto”, estrelado por Wagner Moura, com orçamento de R$ 28 milhões.

As transferências foram reveladas inicialmente pelo The Intercept Brasil. De acordo com a publicação, a aproximação entre o banqueiro e os responsáveis pelo projeto ocorreu por intermédio do publicitário Thiago Miranda, que afirmou ter apresentado o filme a Vorcaro a pedido do deputado federal Mário Frias.

Ainda segundo a reportagem, o orçamento inicial de “Dark Horse” estava estimado em R$ 134 milhões, valor considerado elevado para os padrões do cinema nacional. Os repasses teriam sido interrompidos após a prisão de Daniel Vorcaro e o avanço das investigações relacionadas a supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh e traz o ator Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, no papel de Jair Bolsonaro. A produção retrata os bastidores da campanha presidencial de 2018, incluindo o atentado sofrido pelo então candidato durante agenda em Juiz de Fora, Minas Gerais.

A estreia do filme está prevista para setembro de 2026, poucas semanas antes das eleições presidenciais no Brasil.

O orçamento da produção também chama atenção em comparação ao mercado internacional. O filme “Train Dreams”, da Netflix, estrelado por Joel Edgerton, Felicity Jones e William H. Macy, teve orçamento estimado em US$ 10 milhões. Já o norueguês “Sentimental Value”, concorrente na categoria de Melhor Filme Internacional, custou cerca de US$ 7,8 milhões.

No caso de “O Agente Secreto”, parte do financiamento foi compartilhada entre produtores do Brasil, França, Alemanha e Holanda. Dados da Agência Nacional do Cinema indicam que a participação brasileira somou R$ 13,5 milhões, incluindo recursos do Fundo Setorial do Audiovisual e incentivos via Lei do Audiovisual.

Redação ANH




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