Morre agente da Polícia Civil baleado em helicóptero durante confronto no Rio
Piloto de helicóptero da polícia foi baleado na cabeça em operação no Rio. Foto: Reprodução O policial civil e piloto de helicóptero Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, morreu neste domingo (17), no Rio de Janeiro, quase dois meses após ser baleado durante uma operação policial na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Felipe integrava o Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e estava internado desde o dia 20 de março, quando foi atingido na cabeça por um disparo de fuzil enquanto sobrevoava a comunidade durante uma ação contra o crime organizado.
Segundo informações divulgadas pela família, o agente passou recentemente por uma nova cirurgia para retirada de um hematoma, mas apresentou um quadro de infecção que agravou ainda mais seu estado de saúde. Apesar dos esforços médicos e de uma longa recuperação, ele não resistiu às complicações.
O caso causou forte comoção entre colegas da Polícia Civil, familiares e moradores do Rio de Janeiro. Felipe ficou conhecido pela luta pela sobrevivência após o ataque, enfrentando meses de internação, diversas cirurgias e um intenso processo de reabilitação. Durante o tratamento, o policial chegou a perder cerca de 40% do crânio em decorrência da gravidade do ferimento provocado pelo tiro.
Após nove meses internado, Felipe havia recebido alta hospitalar em dezembro e seguia com acompanhamento médico e sessões de reabilitação. Nas últimas semanas, porém, o quadro clínico voltou a se complicar, exigindo novos procedimentos cirúrgicos.
A esposa do policial, Keidna Marques, publicou uma mensagem emocionada nas redes sociais lamentando a morte do marido. Na nota de despedida, ela destacou a força e a coragem demonstradas por Felipe durante todo o período de recuperação.
“Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé”, escreveu.
O ataque aconteceu durante uma operação aérea da Core na Vila Aliança, uma das comunidades consideradas estratégicas para o tráfico de drogas na Zona Oeste do Rio. Na ocasião, criminosos abriram fogo contra o helicóptero da Polícia Civil e um dos disparos atravessou a aeronave, atingindo Felipe na região da testa.
O episódio reacendeu debates sobre os riscos enfrentados pelas forças de segurança em operações nas comunidades do Rio de Janeiro, especialmente em ações aéreas, frequentemente alvo de ataques de grupos criminosos fortemente armados.
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do policial e prestou solidariedade aos familiares e colegas de corporação.
“Prestamos solidariedade à esposa, aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, reconhecendo sua bravura e dedicação à segurança da população fluminense. A coragem e o legado de Felipe Monteiro Marques permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado”, informou o comunicado.
A morte de Felipe Monteiro Marques representa mais uma baixa nas forças de segurança do Rio em meio ao cenário de violência urbana e confrontos armados registrados nas comunidades da capital fluminense.
Redação ANH/RJ








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