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Maceió,23/05/2026

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Fortaleza mantém vigilância após identificar 11 morcegos com vírus da raiva

Assessoria
Fortaleza mantém vigilância após identificar 11 morcegos com vírus da raiva Prefeitura orientar em não tocar em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão. Foto: Ilustração/Arif Rudiyanto/Shutterstock

A confirmação de 11 morcegos infectados pelo vírus da raiva em Fortaleza entre janeiro e maio de 2026 acendeu um alerta das autoridades de saúde para o risco de transmissão da doença e a importância da prevenção. Os casos foram registrados em diferentes bairros da capital cearense, entre eles Serrinha, Rachel de Queiroz, Vila União, Itaoca, Antônio Bezerra, Bom Jardim, Coaçu, Parque Dois Irmãos e Parque Manibura.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os animais foram recolhidos e submetidos a exames laboratoriais, que confirmaram a presença do vírus da raiva. As análises continuam sendo realizadas para identificar quais variantes virais estão circulando na cidade.

Apesar da presença do vírus em morcegos, Fortaleza não registra casos de raiva humana desde 2003. Ainda assim, especialistas reforçam que a vigilância deve ser permanente, já que a doença possui alta taxa de letalidade e pode ser transmitida aos seres humanos por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva de animais infectados com ferimentos ou mucosas.

O coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro Tavares, destacou que a vacinação de cães e gatos continua sendo uma das principais estratégias para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano.

Segundo ele, mesmo após mais de duas décadas sem registros de casos humanos na capital, o aparecimento de animais silvestres infectados exige atenção redobrada da população e das autoridades sanitárias.

A presença de morcegos contaminados reforça também a necessidade de cuidados ao lidar com animais silvestres. A orientação da Prefeitura de Fortaleza é que moradores não toquem em morcegos encontrados no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum, já que essas características podem indicar infecção pelo vírus.

Em situações de mordidas ou arranhões provocados por animais suspeitos, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão por pelo menos 15 minutos e procurar atendimento médico o mais rápido possível para avaliação e possível aplicação da profilaxia antirrábica.

As autoridades também alertam que a população não deve tentar resgatar ou alimentar animais silvestres sem apoio especializado. Nos casos em que morcegos forem encontrados mortos, debilitados ou em comportamento anormal, a orientação é comunicar imediatamente a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ).

Fortaleza possui unidades da UVZ distribuídas em diferentes regionais da cidade, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A sede principal, localizada no bairro Rachel de Queiroz, mantém atendimento diário no mesmo horário.

Além da vacinação periódica de cães e gatos, a Secretaria Municipal da Saúde recomenda medidas preventivas nas residências, como vedação de frestas em telhados e forros e instalação de telas em janelas e aberturas, dificultando a entrada de morcegos nos imóveis.

A raiva é considerada uma das zoonoses mais graves do mundo. Depois do surgimento dos sintomas, a doença praticamente não possui chances de cura, o que torna a prevenção e o atendimento rápido fundamentais para evitar mortes.

Redação ANH/CE




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