Obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza devem chegar a 50% até outubro
Obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza chegam a 15 anos com perspectiva de conclusão para o fim de 2028. Foto: Natinho Rodrigues/Diário do Nordeste As obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza devem alcançar 50% de execução até outubro deste ano, segundo previsão do Governo do Ceará. Considerada uma das principais intervenções de mobilidade urbana da capital cearense, a nova linha metroferroviária terá 7,3 quilômetros de extensão totalmente subterrâneos e deve ser entregue no fim de 2028.
Atualmente, um dos “tatuzões” responsáveis pelas escavações opera nas proximidades do cruzamento das avenidas Santos Dumont e Rui Barbosa, no bairro Aldeota. A máquina trabalha próximo à futura estação Luiza Távora, reintegrada recentemente ao projeto original da Linha Leste.
As informações foram detalhadas pelo secretário estadual da Infraestrutura, Hélio Winston Leitão, em entrevista ao Diário do Nordeste. Segundo ele, a retomada de três estações ao trajeto foi possível graças a um aporte de R$ 1 bilhão proveniente do Novo PAC, programa federal de investimentos em infraestrutura.
Apesar da ampliação do projeto, o valor total da obra permanece estimado em R$ 2,8 bilhões. Além da estação Luiza Távora, também foram reinseridas as estações Sé e Virgílio Távora, anteriormente excluídas por questões orçamentárias.
“Todo regramento metroferroviário determina que haja uma estação a cada quilômetro. Seria ruim para a população descer na Nunes Valente e depois só no Papicu”, explicou o secretário.
A Linha Leste será operada pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, o Metrofor, e deverá se tornar uma das principais rotas de transporte público da capital por atravessar áreas de intensa circulação urbana e comercial.
“Precisamos finalizar a Linha Leste. Não se justifica mais prolongar essa obra. Será a principal linha do Ceará, cortando toda a cidade de Fortaleza”, afirmou Hélio Leitão.
Mesmo sendo menor que a Linha Sul, atualmente a maior do sistema metroferroviário da Região Metropolitana com 24,1 quilômetros, a Linha Leste é vista como estratégica por estar totalmente inserida dentro da capital e atender bairros de alta densidade populacional, como Aldeota e Papicu.
Segundo o governo estadual, a obra já alcançou cerca de 45% de execução. A estação Chico da Silva Leste, compartilhada com a Linha Sul, possui mais de 96% das obras concluídas, enquanto a estação Papicu está com aproximadamente 40% de execução.
A licitação para construção das três novas estações segue aberta até agosto deste ano.
O projeto também prevê uma segunda etapa de expansão da Linha Leste. A futura fase 2 deverá ligar o Papicu ao Centro de Eventos do Ceará, na Avenida Washington Soares, com possibilidade de extensão até Messejana. Segundo o secretário, os projetos técnicos já estão em desenvolvimento dentro da Secretaria da Infraestrutura, mas as obras só devem avançar após a conclusão da primeira etapa.
“Precisamos concluir a fase 1, que vai até o Papicu. Depois vem a fase 2, inicialmente até a Unifor, com possibilidade de extensão até Messejana”, explicou.
Além da Linha Leste, o Governo do Ceará também prevê investimentos em outros ramais do sistema metroferroviário estadual. Entre eles está a ampliação do VLT Aeroporto-Castelão, cuja conclusão está prevista para maio de 2027, pouco antes da realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil, da qual Fortaleza será uma das sedes.
O prolongamento entre o Aeroporto e a Arena Castelão terá 5,1 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 200 milhões, somando-se aos R$ 150 milhões já aplicados no trecho entregue em fevereiro deste ano.
Outra proposta em estudo envolve a modernização da Linha Oeste do Metrofor, atualmente operada como Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Um levantamento conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e pelo Ministério das Cidades avalia a possibilidade de integração entre as linhas Oeste e Leste, criando um corredor metroferroviário superior a 32 quilômetros entre Caucaia e o Centro de Eventos.
Segundo o secretário, no entanto, a transformação da Linha Oeste em metrô dependerá da disponibilidade orçamentária e de futuras definições técnicas.
“Todas as linhas do Metrofor precisam de melhorias. É um desafio permanente do Governo do Estado modernizar e ampliar o sistema”, concluiu Hélio Leitão.
Redação ANH/CE








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