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Ataque russo deixa 11 mortos e atinge catedral histórica em Kiev

Assessoria
Ataque russo deixa 11 mortos e atinge catedral histórica em Kiev Fumaça e fogo se elevam da Catedral da Dormição, no complexo ortodoxo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, após ataque de míssil russo à capital ucraniana, Kiev. (GENYA SAVILOV/AFP)

Ataque russo mata ao menos 11 pessoas na Ucrânia e atinge catedral histórica em Kiev

Um novo ataque russo em larga escala contra a Ucrânia deixou pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos nesta segunda-feira (15). A ofensiva teve como principal alvo a capital Kiev, onde uma catedral histórica localizada em um complexo religioso considerado Patrimônio Mundial da Unesco foi atingida e sofreu um incêndio.

Segundo autoridades ucranianas, cinco pessoas morreram em Kiev e outras 34 ficaram feridas após os bombardeios atingirem diferentes bairros da cidade. Moradores correram para abrigos durante a madrugada em meio aos alertas de ataque aéreo.

Outras cinco mortes foram registradas em Kharkiv, no nordeste do país. Entre as vítimas estão quatro integrantes dos serviços estatais de emergência e um funcionário da administração municipal, informou o ministro do Interior da Ucrânia, Igor Klimenko. Em Kherson, no sul do país, uma pessoa também morreu em decorrência dos ataques.

Um dos principais alvos da ofensiva foi a Catedral da Dormição, localizada no complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, um dos monumentos religiosos mais importantes da Europa Oriental. O local, fundado no século XI, possui relevância histórica e espiritual para cristãos ortodoxos da Ucrânia e da Rússia.

O ataque provocou um incêndio no telhado da catedral, mobilizando mais de dez caminhões do Corpo de Bombeiros. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram danos significativos à fachada e à cobertura do templo.

A Rússia confirmou ter realizado um "bombardeio maciço" durante a noite contra instalações militares em Kiev, Kharkiv e na região de Dnipropetrovsk, mas negou ter atacado o complexo religioso. O Ministério da Defesa russo alegou que o incêndio teria sido provocado por um míssil de defesa aérea ucraniano do sistema Patriot.

Já o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, acusou Moscou de atingir deliberadamente a área do mosteiro com drones. Segundo ele, o ataque faz parte da estratégia russa de destruição de patrimônios culturais e religiosos do país.

A Unesco condenou o episódio e informou que a Catedral da Dormição sofreu danos importantes tanto na estrutura externa quanto no interior. A organização colocou-se à disposição das autoridades ucranianas para auxiliar na avaliação dos prejuízos e nas ações de preservação do patrimônio histórico.

O metropolita Epifânio de Kiev, líder da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, classificou o ataque como "um crime contra a humanidade, a história e a cristandade".

O complexo monástico tem sido alvo frequente de tensões desde o início da guerra. Nos últimos anos, tornou-se símbolo da disputa religiosa entre Kiev e Moscou. A Igreja Ortodoxa da Ucrânia rompeu oficialmente com o Patriarcado de Moscou após a invasão russa em 2022, enquanto o governo ucraniano intensificou medidas contra instituições religiosas ligadas à Rússia.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones durante a ofensiva. As forças de defesa afirmam ter interceptado 50 mísseis e 582 drones antes que atingissem seus alvos.

O ataque ocorreu às vésperas de uma reunião de líderes do G7. Em pronunciamento, Zelensky pediu aos países aliados que ampliem a pressão sobre Moscou e reforcem o apoio à defesa aérea ucraniana.

"É muito importante que a resposta dos países do G7 seja decisiva e substancial, com mais pressão sobre o agressor e mais apoio à defesa aérea da Ucrânia", afirmou o presidente.

Redação ANH




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