Justiça aceita denúncia e coloca Deolane Bezerra no banco dos réus
Deolane Bezerra vira ré em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro para o PCC. Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo Justiça aceita denúncia e Deolane Bezerra vira ré por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou ré a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista.
Com o recebimento da denúncia, tem início a ação penal, na qual a influenciadora terá prazo de dez dias para apresentar sua defesa à acusação. Deolane permanece presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
Também passaram à condição de réus Marcos Willian Herbas Camacho, apontado como principal líder do PCC, seu irmão, Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Everton de Souza, identificado pela investigação como operador financeiro da organização criminosa.
A denúncia integra a Operação Vérnix, deflagrada para apurar suspeitas de utilização de uma transportadora de fachada para ocultação e movimentação de recursos atribuídos à facção criminosa. A operação resultou nas prisões de Deolane Bezerra e de Everton de Souza.
Além deles, foram denunciados Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, que, segundo as autoridades, estão foragidos.
Em nota divulgada na semana passada, a defesa de Deolane afirmou que a influenciadora não integra nenhuma organização criminosa e não cometeu irregularidades. Os advogados sustentam que a inocência da cliente será demonstrada ao longo do processo judicial.
Já o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, de seu irmão e dos sobrinhos, declarou que pretende demonstrar a fragilidade das acusações apresentadas pelo Ministério Público. Segundo ele, Marcola e Alejandro estão presos e submetidos a rígidas restrições de comunicação, o que tornaria inviável qualquer participação nos fatos investigados.
A defesa também informou que Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches rejeitam integralmente as acusações e que serão apresentados documentos e esclarecimentos para comprovar a legalidade das operações financeiras questionadas na investigação.
Durante audiência de custódia realizada após sua prisão, Deolane Bezerra afirmou que foi detida em razão de sua atuação profissional como advogada. Segundo a influenciadora, os fatos investigados remontam aos anos de 2019 e 2020 e envolvem um depósito de R$ 24 mil recebido de um cliente que ela acompanhava juridicamente à época.
O caso segue em tramitação na Justiça paulista, que deverá analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa ao longo da ação penal.
Redação ANH/SP







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