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Maceió,25/06/2026

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Explosão em complexo de gás no Catar mata 13 e fere 66

Assessoria
Explosão em complexo de gás no Catar mata 13 e fere 66 Imagem capturada de uma gravação em vídeo da AFPTV ( AFP)

Uma explosão registrada em um complexo de gás natural no Catar deixou 13 mortos e 66 feridos, segundo informou nesta segunda-feira (22) o ministro da Energia do país, Saad al-Kaabi. As vítimas são de nacionalidade indiana e paquistanesa.

O incidente ocorreu na noite de domingo na região de Ras Laffan, localizada no nordeste do país, onde está instalado o maior centro de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo. Apesar da gravidade do acidente, as autoridades cataris descartaram qualquer relação com atos de sabotagem ou ataques externos.

“Trata-se de um acidente e não de sabotagem ou de um ato hostil”, afirmou o ministro. Segundo ele, a ocorrência também não terá impacto sobre as exportações de gás do Catar, um dos principais fornecedores mundiais da commodity.

As instalações afetadas estavam paralisadas desde dezembro para a realização de serviços de manutenção e haviam retomado as operações apenas dois dias antes da explosão. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades locais.

Imagens registradas durante a noite mostraram grandes chamas iluminando o céu da região, além de uma extensa coluna de fumaça visível a quilômetros de distância. Equipes de emergência foram mobilizadas para controlar o incêndio e prestar atendimento aos feridos.

O complexo de Ras Laffan possui importância estratégica para a economia catari e para o mercado internacional de energia. A instalação de Barzan, uma das unidades do complexo, tem capacidade para produzir cerca de 1,4 bilhão de pés cúbicos padrão de gás comercializável por dia, de acordo com informações da QatarEnergy.

Além do fornecimento de gás para usinas termelétricas, dessalinização de água e indústrias locais, a unidade também produz etano, condensados, gás liquefeito de petróleo (GLP) e enxofre destinados aos mercados interno e externo.

O complexo já havia sofrido danos em meio às recentes tensões no Oriente Médio, após ataques do Irã contra países vizinhos do Golfo em resposta à ofensiva militar conduzida por Israel e Estados Unidos.

A QatarEnergy controla 93% da instalação de Barzan, enquanto os 7% restantes pertencem à empresa americana ExxonMobil. Até o momento, não há previsão para a retomada integral das atividades na área afetada pela explosão.

Redação ANH




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