Grupo ligado ao PCC é alvo de operação da PF em São Paulo
Batizada de Operação Exchange, a ofensiva visa cumprir 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 10 bilhões por meio de operações financeiras e transações com criptoativos.
A ofensiva cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, todas no estado de São Paulo.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados são os mesmos que foram alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos na última quarta-feira (1º). Entre eles estão dois brasileiros e três empresas acusados de atuar em conjunto com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Conforme informações do portal g1, os principais alvos das sanções são o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado foragido, e sua secretária, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa durante a operação desta sexta-feira.
Esquema bilionário
As investigações apontam que a organização utilizava diferentes mecanismos para ocultar e movimentar recursos obtidos com o tráfico internacional de drogas. Entre eles estão transferências de criptoativos, transporte de grandes quantias em dinheiro, operações bancárias de alto valor e repasses financeiros entre pessoas físicas e jurídicas.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores ligados aos investigados. Ao todo, foram bloqueados cerca de R$ 10,4 bilhões, medida que busca impedir a continuidade da movimentação financeira do grupo e garantir eventual reparação aos cofres públicos ao fim do processo.
A Operação Exchange faz parte das ações da Polícia Federal voltadas ao combate às organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e à identificação dos responsáveis pela lavagem de recursos ilícitos.
Redação ANH/SP






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