Mar registra tremor de magnitude 3.0 próximo ao Rio de Janeiro
A cidade de Maricá, no Rio de Janeiro. (Soluções para cidades/Divulgação)
Tremor de magnitude 3.0 é registrado no litoral do Rio de Janeiro
Um tremor de terra de magnitude 3.0 foi registrado na costa do Rio de Janeiro, a cerca de 60 quilômetros do município de Maricá, na Região Metropolitana. O abalo sísmico ocorreu às 17h59 do último sábado (4) e foi monitorado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).
Segundo os especialistas, o fenômeno foi classificado como um tremor de baixa magnitude e não há relatos de que tenha sido sentido pela população.
O registro foi realizado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que informou que o evento foi um sismo raso, com profundidade estimada entre 0 e 10 quilômetros.
A Rede Sismográfica Brasileira, responsável pelo monitoramento da atividade sísmica em todo o país, é formada pela USP, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
De acordo com o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, tremores dessa intensidade são relativamente comuns na costa da região Sudeste e, na maioria das vezes, passam despercebidos pela população.
"O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Em geral, esses abalos possuem baixa magnitude e não chegam a ser sentidos", explicou o especialista.
Ainda segundo Leite, a margem sudeste do Brasil é considerada a principal zona sísmica em alto-mar do país, concentrando pequenos terremotos de forma relativamente frequente.
Nos últimos dias, a atividade sísmica na região chamou a atenção dos pesquisadores. Entre 26 e 30 de junho, foram registrados nove tremores próximos ao município de Saquarema, sendo o maior deles de magnitude 2.5.
Pouco mais de um mês antes, em 21 de maio, outro tremor de magnitude 3.3 também foi registrado no litoral de Maricá. Assim como no episódio mais recente, não houve relatos de pessoas que tenham sentido o abalo.
Os especialistas ressaltam que, apesar do monitoramento constante da atividade sísmica, ainda não é possível prever a evolução ou a ocorrência de novos tremores na região.
Redação ANH/RJ






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