Venezuela contabiliza 3.811 mortos após terremotos devastadores
Vista aérea de Caraballeda após o terremoto na Venezuela. Cidade fica no estado de La Guaira. ( Miguel Medina/Pool/AFP) Terremotos na Venezuela deixam mais de 3,8 mil mortos; governo pede liberação de ouro retido no Reino Unido
O número de vítimas dos terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas subiu para 3.811, segundo balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta quarta-feira (8). Além das mortes, o desastre deixou 16.740 pessoas feridas e 17.907 desabrigadas.
As duas fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, causaram destruição em diversas regiões do país, principalmente no estado costeiro de La Guaira. De acordo com as autoridades, mais de 800 edifícios foram danificados, sendo que 190 desabaram completamente.
Diante da gravidade da situação, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, solicitou ao rei Charles III a liberação das reservas de ouro venezuelanas retidas no Banco da Inglaterra. Os ativos, avaliados em cerca de US$ 1,9 bilhão, estão bloqueados por decisão da Justiça britânica, que anteriormente negou o controle dos recursos ao governo de Nicolás Maduro.
Segundo Delcy Rodríguez, o objetivo é utilizar os recursos para financiar ações de assistência às vítimas e reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos. "Esse ouro pertence ao povo venezuelano e deve ser destinado ao enfrentamento das consequências da tragédia", afirmou.
Além do pedido ao governo britânico, a presidente interina informou que conversou com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para solicitar a liberação de recursos da Venezuela que permanecem bloqueados na instituição.
Atualmente, o país possui cerca de 3,568 bilhões de Direitos Especiais de Saque (DES), o equivalente a aproximadamente US$ 5,1 bilhões, que não podem ser acessados devido ao não reconhecimento internacional do governo de Nicolás Maduro.
Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) busca arrecadar quase US$ 300 milhões para apoiar as ações humanitárias e a recuperação das áreas devastadas pelos terremotos.
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas. O ex-presidente foi levado para os EUA, onde responde a acusações relacionadas ao narcotráfico.
Redação ANH









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