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Maceió,17/07/2026

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Julgamento que pode decidir sobre vagas de alunos é adiado novamente e decisão fica para esta sexta (17)

O desembargador Fernando Tourinho manteve o voto apresentado na sessão anterior


Julgamento que pode decidir sobre vagas de alunos é adiado novamente e decisão fica para esta sexta (17) Divulgação
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O julgamento que define o futuro de mais de 150 estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (16). O Tribunal de Justiça de Alagoas retomou a análise sobre a constitucionalidade do bônus regional na instituição, mas a decisão final acabou adiada para esta sexta-feira (17).

Durante a sessão, o desembargador Alcides Gusmão, que anteriormente havia pedido vista, acompanhou o posicionamento do relator do processo, desembargador Paulo Zacarias. Ambos entenderam pela inconstitucionalidade do critério regional e defenderam a reclassificação dos candidatos.

Na prática, essa medida põe em risco a permanência dos alunos que atualmente ocupam as vagas na universidade graças à bonificação. O desembargador Fernando Tourinho manteve o voto apresentado na sessão anterior, em defesa da continuidade dos estudantes. Ele propôs também que, caso seja mantido o entendimento de inconstitucionalidade do critério regional, que a aplicação se dê a partir do próximo vestibular da institutição.

Com o novo adiamento, a sessão será retomada às 14h desta sexta-feira (17).


Entenda o caso

Os estudantes entraram na Uncisal por meio da aplicação da Lei Estadual nº 9.365, sancionada em setembro de 2024, que estabelece uma bonificação de 10% na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para candidatos alagoanos ou que tenham cursado todo o ensino médio em escolas do estado.

A validade do benefício, no entanto, passou a ser questionada na Justiça por meio de uma ação movida por dois advogados, que contestam a legalidade da bonificação prevista na legislação estadual. O processo solicita a suspensão do critério de ingresso e a anulação do benefício concedido aos estudantes.

Caso a Justiça decida pela retirada da bonificação, os alunos que ingressaram utilizando o acréscimo na nota do Enem podem ter as matrículas anuladas e deixar a universidade.




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