Polícia Federal decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
Eduardo foi denunciado por coação no processo da trama golpista. (Reprodução/YouTube) Polícia Federal decide pela demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão do servidor por abandono de cargo. O desligamento definitivo, no entanto, ainda depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, onde passou a se declarar exilado político. Em dezembro do ano passado, ele teve o mandato de deputado federal cassado após acumular faltas sem justificativa.
Com a perda do mandato, o ex-parlamentar deveria retornar ao cargo de escrivão da Polícia Federal no Rio de Janeiro, função para a qual foi aprovado em concurso público em 2010. Como não se reapresentou ao trabalho, a corporação instaurou, em fevereiro deste ano, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar o abandono do cargo.
Durante a tramitação do procedimento, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou que Eduardo Bolsonaro entregasse sua carteira funcional e a arma de fogo institucional.
Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação, em razão de sua atuação nos Estados Unidos para tentar intimidar integrantes do Judiciário e interferir na análise dos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Com a conclusão do PAD, a decisão da Polícia Federal segue agora para o Ministério da Justiça, responsável pela formalização da demissão.
Redação ANH/DF






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