Trump quer presidente da Fifa no comando da ONU, afirma New York Post
Gianni Infantino e Donald Trump se aproximaram durante a realização da Copa do Mundo, que teve os EUA como um dos países-sede. Foto: Franck Fife / AFP
Trump vê presidente da Fifa como possível nome para comandar a ONU, diz jornal
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria favorável a uma eventual candidatura de Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi publicada pelo jornal norte-americano The New York Post.
Segundo a publicação, a aproximação entre Trump e o dirigente suíço se fortaleceu durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Uma fonte próxima ao presidente afirmou que Trump considera Infantino uma figura "respeitada por todos" e com capacidade para "unir" pessoas em nível internacional.
Até o momento, não há indicação de que Trump tenha discutido diretamente a possibilidade de candidatura com o presidente da Fifa. Ainda assim, o representante especial dos Estados Unidos para Parcerias Globais declarou ao jornal que Infantino faria "um grande trabalho" à frente da ONU.
Relação se estreitou durante a Copa
Apesar do histórico de críticas de Trump à ONU, a relação entre o presidente norte-americano e a Fifa foi marcada por gestos de aproximação durante o Mundial de 2026.
Na ocasião, Trump recebeu um inédito "Prêmio da Paz" concedido pela entidade máxima do futebol. O presidente também revelou ter pedido pessoalmente a Infantino a revisão de um cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos. A punição acabou sendo revertida, permitindo a participação do jogador nas oitavas de final da competição.
Os Estados Unidos, porém, foram eliminados pela Bélgica após derrota por 4 a 1. Mesmo assim, Trump e Infantino acompanharam juntos a final do torneio, disputada entre Argentina e Espanha.
Sucessão na ONU
O atual secretário-geral da ONU, António Guterres, encerra seu mandato no fim de 2026, e a escolha do sucessor deve ocorrer nos próximos meses.
De acordo com o New York Post, Trump enxergaria uma oportunidade de apoiar um nome de sua confiança diante de um cenário considerado pouco competitivo.
Entre os nomes apontados como favoritos para assumir o comando da ONU estão a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi.
A eleição do secretário-geral depende da recomendação dos 15 integrantes do Conselho de Segurança da ONU, sendo que os cinco membros permanentes, entre eles os Estados Unidos, têm poder de veto.






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