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Maceió,29/07/2026

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Tragédia no Japão: terremoto destrói prédios, mata 13 pessoas e deixa desaparecidos


Tragédia no Japão: terremoto destrói prédios, mata 13 pessoas e deixa desaparecidos Danos em parte do Aeon Mall Kumamoto, em Kashima (província de Kumamoto), em 29 de julho de 2026, após um terremoto atingir o sudoeste do Japão no dia anterior. (PHILIP FONG/AFP)
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Terremoto de magnitude 7,1 deixa 13 mortos e provoca destruição no sul do Japão

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na tarde de terça-feira (28), provocando a morte de pelo menos 13 pessoas, o desabamento de edifícios, incêndios e danos em estradas e outras estruturas. Nesta quarta-feira (29), equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por sobreviventes sob os escombros de um shopping center que desabou na província de Kumamoto, na ilha de Kyushu.

De acordo com a primeira-ministra Sanae Takaichi, o tremor causou danos significativos em diversas cidades da região. Entre as vítimas, duas morreram após o desabamento parcial de um shopping localizado na cidade de Kashima, nos arredores de Kumamoto. Segundo a administradora do empreendimento, uma explosão foi registrada após o tremor, mas ocorreu somente depois que clientes e funcionários haviam sido retirados do local.

As equipes de resgate conseguiram retirar oito pessoas dos escombros, sendo cinco feridas. No entanto, o acesso ao prédio permanece comprometido devido aos danos provocados pelo terremoto, dificultando os trabalhos das equipes de emergência.

Outra tragédia foi registrada na cidade de Yatsushiro, onde o desabamento da chaminé de uma fábrica de papel provocou a morte de cinco trabalhadores. Além das vítimas fatais, quatro pessoas continuam desaparecidas na unidade industrial da Nippon Paper Industries.

O governo japonês informou que mais de 9 mil pessoas passaram a noite em abrigos temporários distribuídos por cinco províncias afetadas pelo desastre. Também há preocupação com a situação da infraestrutura, já que mais de 36 mil residências e estabelecimentos permanecem sem fornecimento de energia elétrica na província de Kumamoto.

O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local e atingiu o nível máximo, 7, na escala japonesa de intensidade sísmica Shindo, utilizada para medir a força dos tremores em superfície. Após o abalo principal, diversas réplicas foram registradas, levando as autoridades a emitirem, inicialmente, um alerta de tsunami, posteriormente monitorado pelos órgãos responsáveis.

Imagens divulgadas por emissoras japonesas mostram incêndios, pontes parcialmente destruídas, vagões de trem de carga tombados e edifícios danificados. Hospitais da região registraram grande movimentação de vítimas com fraturas, queimaduras e outros ferimentos causados pelo desabamento de estruturas.

Para reforçar as operações de socorro, o governo mobilizou cerca de 3,6 mil militares das Forças de Autodefesa do Japão, além do envio de 20 aeronaves para avaliar a extensão dos danos e auxiliar nas buscas.

Moradores relataram momentos de pânico durante o tremor. Segundo testemunhas, a intensidade do abalo foi tão forte que muitas pessoas não conseguiam permanecer em pé, enquanto edifícios balançavam violentamente.

A província de Kumamoto já havia sido palco de uma das maiores tragédias sísmicas recentes do Japão, em 2016, quando dois terremotos de grande magnitude deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.

Localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, encontro de quatro grandes placas tectônicas, o Japão está entre os países mais suscetíveis à ocorrência de terremotos no mundo, registrando frequentes abalos sísmicos de diferentes intensidades.

Redação ANH




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