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Maceió,29/07/2026

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Tragédia na Grécia: incêndios matam bombeiros e obrigam evacuação de aldeias

Assessoria
Tragédia na Grécia: incêndios matam bombeiros e obrigam evacuação de aldeias As florestas queimam mais facilmente porque a vegetação e os solos europeus estão extremamente secos há meses. Foto: MANOLIS LAGOUTARIS / AFP
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Incêndio florestal foge do controle na Grécia, mata dois bombeiros e força evacuações

A Grécia enfrenta uma nova onda de incêndios florestais que já deixou dois bombeiros mortos e obrigou a evacuação de diversas comunidades em diferentes regiões do país. O incêndio mais grave ocorre na ilha de Creta, onde as chamas seguem fora de controle e avançam rapidamente impulsionadas por ventos fortes e pelas altas temperaturas registradas nos últimos dias.

Segundo as autoridades gregas, o fogo se estende por uma frente de mais de 15 quilômetros na região de Rethymno, no oeste da ilha. Os dois bombeiros morreram durante a operação de combate às chamas após ficarem encurralados pelo incêndio dentro do caminhão em que trabalhavam, informou a emissora estatal do país.

Para conter o avanço do fogo, o governo mobilizou cerca de 110 bombeiros, 27 caminhões e quatro aeronaves. Até o momento, pelo menos seis aldeias de Creta foram evacuadas por medida de segurança.

Além de Creta, outros incêndios atingem importantes áreas do território grego. Na ilha de Paros, no Mar Egeu, moradores de dez localidades deixaram suas casas devido ao risco provocado pelas chamas. Focos também foram registrados na ilha de Lesbos e nas regiões históricas de Messênia e Lacônia, na península do Peloponeso.

As condições climáticas têm dificultado o trabalho das equipes de combate aos incêndios. Rajadas de vento superiores a 75 km/h favorecem a rápida propagação das chamas, enquanto a vegetação extremamente seca aumenta o risco de novos focos.

Na semana passada, a Grécia enfrentou uma intensa onda de calor que durou três dias, com temperaturas chegando a 43°C em algumas regiões. Segundo os serviços meteorológicos do país, esta foi apenas a terceira vez desde 2011 que os termômetros ultrapassaram os 40°C em um período tão avançado do verão europeu.

Especialistas apontam que a combinação entre estiagem prolongada, temperaturas extremas e ventos intensos tem tornado os incêndios florestais mais frequentes e severos em diversas áreas da Europa. A seca, agravada pelas sucessivas ondas de calor registradas nos meses de junho e julho, reduziu significativamente a umidade da vegetação e do solo, criando condições favoráveis para a rápida propagação do fogo.

As autoridades seguem monitorando os focos ativos e mantêm equipes mobilizadas para conter as chamas e proteger as comunidades ameaçadas.

Redação ANH




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