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Maceió,30/07/2026

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Laudo aponta causa da morte de empresário em Coruripe

Quanto à hipótese de tortura antes do homicídio, devido ao estado que o corpo foi encontrado, a análise é inconclusiva


Laudo aponta causa da morte de empresário em Coruripe Reprodução
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A morte de Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, o empresário encontrado morto em Coruripe na última semana, foi causada por traumatismo cranioencefálico provocado por perfurações de objeto perfurocontundente, no caso, arma de fogo. A informação está contida no laudo do exame cadavérico do Instituto Médico Legal.

Quanto à hipótese de tortura antes do homicídio, devido ao estado que o corpo foi encontrado, a análise é inconclusiva, visto que não foram colhidos elementos suficientes para comprovar o tipo de violência. 

O corpo de Rogério estava com duas lesões de entrada por bala na parte de trás da cabeça. Ainda foram identificadas fraturas na calota craniana, como também na base do crânio, além de hemorragias intracranianas e lesões transfixantes do parênquima encefálico.

Dos exames complementares, a perícia encontrou dois projéteis e uma jaqueta de munição alojados no crânio, os quais foram acondicionados e encaminhados para análise pericial complementar de exame de balística.

O laudo também destacou que os ferimentos nas órbitas, na lateral dos lábios e na orelha esquerda foram causadas após o óbito por fauna cadavérica.


As prisões

Dois policiais civis e um empresário foram presos no dia 25 de julho, quatro dias depois do crime. Eles são suspeitos de envolvimento no sequestro e na morte de Rogério em Coruripe, na madrugada da última terça-feira (21).

Rogério foi abordado ao sair de uma farmácia, algemado e colocado em um carro descaracterizado por homens vestidos como policiais civis. Cerca de 24 horas depois, o corpo dele foi encontrado em uma estrada de barro no município.


Rogério cumpria pena por furto a carro-forte

O empresário cumpria pena no regime semiaberto por envolvimento em um furto a carro-forte ocorrido em João Pessoa (PB), em 2014. A condenação foi definida em 2019.

Segundo o delegado João Marcello, Rogério também possuía antecedentes por crimes como porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, receptação e uso de documento falso.

A Polícia Civil ainda apura a possível utilização de veículos alugados por terceiros que poderiam ter sido usados em práticas criminosas na região.




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