Polícia Federal solicita nova investigação contra Lulinha no STF
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (Reprodução/Redes sociais)
PF pede ao STF novo inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeita de tráfico de influência.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a investigação apura se Lulinha teria utilizado a influência do nome do presidente da República para intermediar negócios envolvendo a empresa 3Structure IT Ltda., do setor de tecnologia, que mantém contratos em vigor com o governo federal que somam cerca de R$ 55,7 milhões.
Fundada em 2019, a empresa firmou seu primeiro contrato com a administração pública em 2022, junto ao Centro Integrado de Telemática do Exército, em um acordo inicialmente avaliado em R$ 21,8 milhões. No mês passado, o contrato recebeu um aditivo superior a R$ 3,5 milhões.
A defesa de Lulinha criticou a iniciativa da Polícia Federal. Em entrevista ao Metrópoles, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a investigação representa um "desserviço" e classificou a medida como injustificada.
"É inadmissível que uma instituição tão importante preste esse tipo de desserviço. Reconhecemos o trabalho do diretor da Polícia Federal, mas alguns setores estão usando essa autonomia de maneira desnecessária", declarou.
Outra investigação
Na última quinta-feira (30), o ministro do STF André Mendonça já havia autorizado a abertura de outro inquérito para investigar Lulinha. Nesse caso, a apuração busca esclarecer se ele teria favorecido o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações envolvendo o Ministério da Saúde, o que pode configurar os crimes de tráfico de influência e corrupção passiva.
A Polícia Federal também investiga a suposta atuação conjunta de Lulinha, do lobista, da empresária Roberta Luchsinger e de um empresário ligado à Dataprev para viabilizar contratos com órgãos do governo federal.
Declaração de Lula
Ao comentar as investigações durante participação no podcast Inteligência Ltda., o presidente Lula afirmou que o filho deverá responder às acusações caso seja formalmente investigado.
"Ele vai ter que provar que é inocente, como eu provei", declarou o presidente.
Lula acrescentou ainda que, caso seja chamado pela Justiça, Lulinha deverá retornar ao Brasil para prestar esclarecimentos. Atualmente, ele reside na Espanha.
Até o momento, não há denúncia formal nem condenação contra Fábio Luís da Silva nos casos citados. As investigações estão em fase de apuração.







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