Seja bem-vindo
Maceió,06/08/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Pernambuco em alerta: avanço do mar abre cratera e destrói orla de Paulista

Assessoria
Pernambuco em alerta: avanço do mar abre cratera e destrói orla de Paulista Erosão na Orla do Janga, no Paulista. Foto: Rafael VieiraDP
Publicidade

Avanço da erosão abre cratera na orla do Janga e aumenta preocupação de moradores em Paulista

O avanço da erosão costeira voltou a provocar danos na orla do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Na madrugada desta terça-feira (4), parte do calçadão cedeu devido à força do mar e das chuvas, formando uma grande cratera às margens da praia e interrompendo a circulação de pedestres.

O desmoronamento ocorreu após o município registrar o maior volume de chuvas em Pernambuco nas últimas 24 horas. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), foram contabilizados 104 milímetros de precipitação, índice que contribuiu para agravar um trecho da orla que já apresentava sinais de desgaste.

Na manhã desta terça-feira, a cratera havia aumentado de tamanho. Um poste ficou inclinado dentro da área atingida e uma palmeira precisou ser retirada por apresentar risco de queda. A Defesa Civil isolou o local e o tráfego de pedestres passou a ser desviado para a pista de veículos.

Além da erosão, a situação da orla chamou a atenção pelo acúmulo de lixo ao longo do calçadão e pela grande quantidade de barracas e trailers instalados na faixa destinada ao passeio público.

Moradores afirmam que o avanço do mar se intensificou nos últimos meses e cobram medidas definitivas para conter a erosão. O autônomo Graziano Rodrigues de Sá Pessoa, que vive na região há cinco anos, diz nunca ter visto uma intervenção capaz de solucionar o problema.

Segundo ele, a erosão evoluiu rapidamente e hoje ameaça a infraestrutura da avenida e os imóveis próximos à praia. O temor dos moradores é que o avanço do mar alcance residências e estabelecimentos comerciais caso nenhuma obra seja executada.

Outro morador, Adílio Cunha, relata que o problema já vinha sendo observado desde o início do período chuvoso, mas ganhou intensidade após as fortes chuvas registradas durante a madrugada.

Ele também alerta para os riscos à segurança de moradores, comerciantes e frequentadores da orla, sobretudo diante da possibilidade de a erosão atingir a via por onde circulam veículos.

Moradores denunciam desorganização na orla

Além dos problemas provocados pela erosão, moradores criticam o crescimento desordenado do comércio instalado no calçadão. Barracas fixas e ambulantes dividem espaço com pedestres, ciclistas e usuários de patinetes, dificultando a circulação, principalmente nos fins de semana.

Os relatos também apontam excesso de lixo, deficiência na limpeza urbana e reclamações constantes sobre poluição sonora causada por alguns estabelecimentos durante a madrugada.

Segundo os moradores, a expansão do comércio ocorreu sem o devido ordenamento, comprometendo a mobilidade e a qualidade de vida de quem reside na região.

Chuvas também provocam alagamentos

As fortes chuvas que atingiram Paulista também causaram alagamentos em diversos pontos da cidade, entre eles as ruas Belém de São Francisco e Poeta João Neves.

Comerciantes relataram prejuízos provocados pela água, que invadiu estabelecimentos comerciais e dificultou a circulação de veículos e pedestres. Segundo moradores, o problema é recorrente e estaria relacionado ao entupimento das canaletas de drenagem, agravado pelo acúmulo de areia e pela falta de manutenção periódica.

Além dos danos materiais, moradores afirmam que a água parada favorece o acúmulo de lama e aumenta os riscos de acidentes e problemas de saúde.

Prefeitura aguarda recursos federais

Em nota, a Prefeitura do Paulista informou que concluiu todas as etapas de sua responsabilidade para viabilizar obras de contenção da erosão costeira e aguarda a liberação de recursos do Governo Federal.

O projeto prevê investimento superior a R$ 24 milhões para intervenções em cinco pontos considerados críticos da orla, incluindo um trecho da praia do Janga. As obras utilizarão a técnica de enrocamento aderente, solução de engenharia destinada a conter o avanço do mar, proteger a infraestrutura urbana e reduzir os impactos da erosão.

De acordo com a administração municipal, representantes da prefeitura participaram de reuniões em Brasília e receberam equipes da Defesa Civil Nacional para vistorias técnicas e ajustes no projeto. A expectativa é de que, após a formalização do convênio e a liberação dos recursos federais, seja iniciado o processo licitatório, permitindo o começo das obras ainda este ano.

Redação ANH/PE




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.