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Maceió,22/09/2026

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Filme do RN é premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Assessoria
 Filme do RN é premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro “Mariposa”, de Alexandre Américo e Pedro Vitor, recebeu Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Curta no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Divulgação

Curta potiguar “Mariposa” é premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

O curta-metragem potiguar “Mariposa”, dirigido por Alexandre Américo e Pedro Vitor, foi premiado na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A produção recebeu o Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Curta e uma menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional de Curtas. Os vencedores foram anunciados no sábado (19), no Cine Brasília.

A obra integrou a seleção de 12 curtas-metragens da Mostra Competitiva Nacional, escolhidos entre quase 2 mil produções inscritas no festival, realizado entre os dias 11 e 19 de setembro de 2026.

Concedido por um júri indicado pelo Centro Afrocarioca de Cinema e pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), o Prêmio Zózimo Bulbul reconhece produções que contribuem para a valorização da presença, das narrativas e das perspectivas negras no cinema brasileiro.

Na avaliação do júri, “Mariposa” se destacou pela criação de signos e significados próprios a partir de um território ancestral, além de se afastar de estereótipos relacionados às representações da população negra.

O filme também recebeu uma menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional. O reconhecimento destacou a articulação entre fotografia, montagem e som na abordagem da vivência e da resistência de um território.

Filme foi gravado em dunas de Extremoz

Com 14 minutos de duração e produzido em preto e branco, “Mariposa” foi gravado nas dunas da praia de Santa Rita, em Extremoz, no Rio Grande do Norte. A narrativa aborda temas como memória, rito, natureza e território.

A produção tem Mãe Bianca de Omolú no papel de Dona Zefa e Alexandre Américo como Oliveira. A obra nasceu do encontro entre os diretores e da aproximação com elementos das encantarias, da Jurema Sagrada e das religiões de terreiro do Candomblé.

O curta foi produzido pela Torta Plataforma, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e distribuído pela Ebó Filmes. A estreia ocorreu durante o próprio Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Redação ANH/RN




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