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Maceió,22/09/2026

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Caso Isabelle Caracristi ganha novas perícias e análise de celulares

Assessoria
Caso Isabelle Caracristi ganha novas perícias e análise de celulares João e Isabelle eram namorados. Foto: Reprodução/Arquivo DN

Polícia Civil mantém buscas por namorado de estudante encontrada morta em Fortaleza

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) mantém as buscas por João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle Caracristi, encontrada morta em um prédio residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza. O bacharel em Direito é considerado procurado pelas autoridades e ainda não foi localizado.

João e Isabelle mantinham um relacionamento havia poucos meses e trabalhavam no mesmo escritório. Segundo informações apuradas pelo Diário do Nordeste, ele não possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e deixou o escritório cerca de um mês antes da morte da estudante. Isabelle havia ingressado no local após ser selecionada para uma vaga de estágio.

A mãe de João é servidora da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e ocupa um cargo de confiança. Ela está afastada das funções desde agosto por motivos de saúde. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), ela foi localizada neste fim de semana, no Cumbuco.

A defesa de João foi procurada pela reportagem, mas preferiu não se manifestar.

Polícia realiza novas diligências

A PCCE e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizaram novas diligências no condomínio La Piazza, onde Isabelle morava com João e familiares dele.

No domingo (20), equipes da Pefoce retornaram ao local para realizar exames complementares nas áreas comuns do condomínio e no apartamento. Também foram coletados novos vestígios para análise de DNA, e um drone foi utilizado para obter imagens adicionais da área.

Segundo a SSPDS, os trabalhos ainda estão em andamento e têm como objetivo esclarecer a dinâmica da morte da estudante.

O celular de Isabelle também foi periciado, e o conteúdo está sendo analisado pela Polícia Civil. Os aparelhos encontrados com a mãe de João deverão passar por perícia. As informações dos dispositivos serão confrontadas com outros elementos da investigação, como imagens de câmeras de segurança e vestígios coletados no condomínio.

Laudo aponta politraumatismo

O laudo cadavérico elaborado pela Pefoce apontou politraumatismo como causa da morte de Isabelle. As lesões identificadas no corpo são compatíveis com impacto contra o solo.

Exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico.

O resultado do exame, porém, não determina como ocorreu a queda. De acordo com a SSPDS, somente após a conclusão das demais diligências será possível estabelecer a dinâmica dos acontecimentos que levaram à morte da estudante.

Câmeras registraram movimentação

Imagens das câmeras de segurança do condomínio ajudaram a Polícia Civil a estabelecer uma cronologia dos deslocamentos de Isabelle e João no dia 13 de setembro. O material, entretanto, continua sob análise.

Segundo as imagens divulgadas, às 18h32 João foi até a portaria e, pouco depois, deixou o prédio em um carro. Isabelle permaneceu no condomínio.

Às 19h12, a estudante foi registrada sozinha em um elevador, com o celular nas mãos, seguindo para o rooftop, localizado no 23º andar.

Por volta das 20h40, ocorreu a queda. Cerca de duas horas depois, às 22h48, João retornou ao condomínio.

A polícia ainda investiga o que aconteceu entre os momentos registrados pelas câmeras e busca esclarecer as circunstâncias da queda.

Família relata preocupação com relacionamento

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou que considerava o relacionamento da filha preocupante e descreveu João como controlador e obsessivo. A família também declarou, por meio de advogada, que Isabelle estaria vivendo um relacionamento abusivo.

As afirmações são alegações dos familiares e fazem parte dos elementos que estão sendo apurados pela Polícia Civil.

Isabelle cursava Direito e fazia estágio. Segundo o irmão, Rafael Magalhães, ela pretendia atuar como advogada criminalista e, posteriormente, seguir carreira como juíza, com interesse na defesa dos direitos de crianças e mulheres.

Redação ANH/CE




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