Caso Isabelle Caracristi ganha novas perícias e análise de celulares
João e Isabelle eram namorados. Foto: Reprodução/Arquivo DN Polícia Civil mantém buscas por namorado de estudante encontrada morta em Fortaleza
A Polícia Civil do Ceará (PCCE) mantém as buscas por João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle Caracristi, encontrada morta em um prédio residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza. O bacharel em Direito é considerado procurado pelas autoridades e ainda não foi localizado.
João e Isabelle mantinham um relacionamento havia poucos meses e trabalhavam no mesmo escritório. Segundo informações apuradas pelo Diário do Nordeste, ele não possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e deixou o escritório cerca de um mês antes da morte da estudante. Isabelle havia ingressado no local após ser selecionada para uma vaga de estágio.
A mãe de João é servidora da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e ocupa um cargo de confiança. Ela está afastada das funções desde agosto por motivos de saúde. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), ela foi localizada neste fim de semana, no Cumbuco.
A defesa de João foi procurada pela reportagem, mas preferiu não se manifestar.
Polícia realiza novas diligências
A PCCE e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizaram novas diligências no condomínio La Piazza, onde Isabelle morava com João e familiares dele.
No domingo (20), equipes da Pefoce retornaram ao local para realizar exames complementares nas áreas comuns do condomínio e no apartamento. Também foram coletados novos vestígios para análise de DNA, e um drone foi utilizado para obter imagens adicionais da área.
Segundo a SSPDS, os trabalhos ainda estão em andamento e têm como objetivo esclarecer a dinâmica da morte da estudante.
O celular de Isabelle também foi periciado, e o conteúdo está sendo analisado pela Polícia Civil. Os aparelhos encontrados com a mãe de João deverão passar por perícia. As informações dos dispositivos serão confrontadas com outros elementos da investigação, como imagens de câmeras de segurança e vestígios coletados no condomínio.
Laudo aponta politraumatismo
O laudo cadavérico elaborado pela Pefoce apontou politraumatismo como causa da morte de Isabelle. As lesões identificadas no corpo são compatíveis com impacto contra o solo.
Exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico.
O resultado do exame, porém, não determina como ocorreu a queda. De acordo com a SSPDS, somente após a conclusão das demais diligências será possível estabelecer a dinâmica dos acontecimentos que levaram à morte da estudante.
Câmeras registraram movimentação
Imagens das câmeras de segurança do condomínio ajudaram a Polícia Civil a estabelecer uma cronologia dos deslocamentos de Isabelle e João no dia 13 de setembro. O material, entretanto, continua sob análise.
Segundo as imagens divulgadas, às 18h32 João foi até a portaria e, pouco depois, deixou o prédio em um carro. Isabelle permaneceu no condomínio.
Às 19h12, a estudante foi registrada sozinha em um elevador, com o celular nas mãos, seguindo para o rooftop, localizado no 23º andar.
Por volta das 20h40, ocorreu a queda. Cerca de duas horas depois, às 22h48, João retornou ao condomínio.
A polícia ainda investiga o que aconteceu entre os momentos registrados pelas câmeras e busca esclarecer as circunstâncias da queda.
Família relata preocupação com relacionamento
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou que considerava o relacionamento da filha preocupante e descreveu João como controlador e obsessivo. A família também declarou, por meio de advogada, que Isabelle estaria vivendo um relacionamento abusivo.
As afirmações são alegações dos familiares e fazem parte dos elementos que estão sendo apurados pela Polícia Civil.
Isabelle cursava Direito e fazia estágio. Segundo o irmão, Rafael Magalhães, ela pretendia atuar como advogada criminalista e, posteriormente, seguir carreira como juíza, com interesse na defesa dos direitos de crianças e mulheres.
Redação ANH/CE








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