Itália anuncia envio de 500 soldados a Milão após onda de saques e confrontos
Centenas de manifestantes foram detidos em Milão no sábado (17) e no domingo (18). (Piero Cruciatti/AFP)
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, anunciou nesta terça-feira (20) o envio de 500 soldados para Milão até o fim do ano, após saques e confrontos entre policiais e manifestantes registrados no fim de semana. “Protestar é um direito. Destruir nossas cidades, não”, escreveu a premiê na rede social X.
Em um vídeo publicado na plataforma, Meloni afirmou que uma reunião de gabinete aprovou medidas para facilitar a detenção de menores de idade, aplicar multas aos pais por danos causados pelos filhos e tipificar como crime a “participação violenta em uma manifestação”.
Centenas de pessoas foram detidas durante dois dias de distúrbios em Milão, no sábado (17) e no domingo (18). Vários agentes de segurança ficaram feridos. Novas manifestações estão previstas para o fim desta semana.
Lojas de luxo da cidade, considerada uma das capitais mundiais da moda, foram saqueadas durante os protestos. Outros estabelecimentos comerciais retiraram produtos das vitrines ou reforçaram as medidas de segurança para evitar novos ataques.
No entanto, segundo a imprensa italiana, o conselho de ministros não aprovou a concessão de poderes de natureza policial aos militares, como era esperado. A medida teria enfrentado a oposição do presidente italiano, Sergio Mattarella.
Meloni enfrentará eleições no próximo ano e espera que temas como economia, segurança e imigração ocupem posição central na campanha. Antes da reunião de gabinete, o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini classificou os distúrbios como “vergonhosos”.
No sábado, a primeira-ministra já havia criticado os responsáveis pelos atos violentos, chamando-os de “vândalos que aproveitam as manifestações para semear o caos, atacar aqueles que garantem a segurança e fazer cidades inteiras de reféns”.
Os protestos também envolveram agricultores e caminhoneiros em diferentes regiões da Itália, em meio à insatisfação com o custo de vida. A mobilização ocorre em um cenário de tensão social e de debate sobre as políticas econômicas e de segurança do governo.








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