No último programa eleitoral, Flávio convoca eleitores e Lula destaca controvérsias
O presidente e candidato à reeleição pelo PT Luís Inácio Lula da Silva e o senador e candidato à presidência pelo PL Flávio Bolsonaro. (Divulgação)
No último dia de propaganda eleitoral na televisão antes do segundo turno das eleições, nesta sexta-feira (23), Flávio Bolsonaro (PL) apostou no discurso de mudança e apareceu ao lado de cantores sertanejos. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou controvérsias envolvendo o adversário e alertou para possíveis cortes em direitos e conquistas.
Em seus cinco minutos de programa eleitoral, Flávio evitou ataques diretos ao adversário e agradeceu o apoio dos eleitores. Ao defender a renovação, o senador afirmou que o futuro do país não deve estar ligado ao passado.
Na sequência, convocou os eleitores a intensificarem a mobilização antes da votação. Ele pediu que apoiadores conversassem com familiares e amigos, incentivassem o comparecimento às urnas e reforçou o caráter secreto do voto.
Já Lula utilizou seus cinco minutos de propaganda para mencionar o trabalho de Flávio como advogado do policial militar acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos. O programa exibiu ainda um trecho do depoimento da mãe da criança.
A propaganda petista também abordou a relação do senador com o caso do Banco Master e criticou sua proposta de cortes de gastos, chamada de “tesouraço”. Segundo o programa, não há clareza sobre as áreas que seriam afetadas pelas medidas. Lula também mencionou a defesa da privatização da Petrobras por Flávio e afirmou que a mudança poderia encarecer os combustíveis.
“Eu acredito no futuro desse país e o Brasil não vai ficar melhor, cortando seus direitos e conquistas, nem desrespeitando as mulheres e muito menos colocando um miliciano para cuidar da segurança”, declarou Lula.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também participou da propaganda e defendeu a união entre pessoas de diferentes posições políticas, em oposição ao radicalismo. “Pessoas de esquerda e de direita perceberam que é hora de união contra o risco maior”, afirmou.








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