Acidente ferroviário na Espanha mata 30 pessoas e mobiliza equipes de resgate
A rede ferroviária de alta velocidade espanhola é a segunda maior do mundo e motivo de orgulho para o país (Reproduçã.o/X) Colisão entre dois trens de alta velocidade deixa pelo menos 30 mortos na Espanha
Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) após a colisão entre dois trens de alta velocidade a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri, na Espanha. As autoridades regionais alertaram que o número de vítimas pode aumentar.
Várias equipes de bombeiros, três helicópteros e duas unidades móveis de terapia intensiva (UTIs) foram mobilizados para atender à ocorrência. A circulação de trens na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi suspensa.
“Está interrompida a circulação na linha de alta velocidade Madri-Andaluzia devido a uma colisão entre dois trens”, informou a Adif, empresa pública responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária espanhola, em publicação na rede social X.
Sánchez cancela compromissos
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, cancelou sua participação em um evento previsto para a manhã desta quarta-feira, em Madri. O Partido Socialista (PSOE), liderado por ele, também anunciou a suspensão de todas as atividades de campanha eleitoral durante o dia.
O presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, declarou estar acompanhando a situação com preocupação e cancelou sua agenda para se deslocar até o local do acidente.
O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, também manifestou preocupação com a colisão em uma publicação na rede social X.
Acidente reacende debate sobre segurança ferroviária
A Espanha possui cerca de 4 mil quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, a segunda maior rede do mundo, atrás apenas da China.
A nova tragédia ocorre meses após um grave acidente ferroviário em Adamuz, na Andaluzia, em 18 de janeiro, que deixou 46 mortos. Na ocasião, um trem da empresa privada Iryo descarrilou e colidiu com uma composição da estatal Renfe que trafegava no sentido contrário.
O desastre provocou debates sobre a manutenção da infraestrutura ferroviária e a segurança dos passageiros, além de críticas de partidos de direita e de extrema direita ao governo de esquerda de Pedro Sánchez.








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