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Protestos na França têm 135 detidos e reforço policial nas principais cidades

Assessoria
Protestos na França têm 135 detidos e reforço policial nas principais cidades Manifestantes seguram cartazes em defesa do poder de compra, da proteção dos serviços públicos e da justiça fiscal e social. (AFP)

Protestos na França reúnem milhares de pessoas e mobilizam 70 mil agentes de segurança

Milhares de pessoas foram às ruas da França neste sábado (24) em manifestações contra o aumento do custo de vida e em defesa de melhores condições de ensino. Os atos reuniram ex-integrantes do movimento dos Coletes Amarelos, sindicalistas e estudantes, em meio à tensão provocada pelos distúrbios registrados na semana passada.

Para evitar novos episódios de violência, as autoridades mobilizaram cerca de 70 mil agentes de segurança, além de unidades especiais, helicópteros e veículos blindados. Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, 135 pessoas haviam sido detidas até o início da tarde, quando não havia registro de incidentes significativos de grande proporção.

Em Lyon, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 150 pessoas que tentaram bloquear o trânsito em uma área onde manifestações estavam proibidas.

Manifestantes pedem renúncia de Macron

Em Paris, milhares de pessoas, incluindo muitos jovens, participaram de uma marcha marcada por palavras de ordem contra o presidente Emmanuel Macron e a atuação policial. Entre os gritos ouvidos estavam pedidos de renúncia do presidente e críticas às restrições impostas às manifestações.

As autoridades alteraram o trajeto da marcha na capital, que inicialmente partiria da Praça da Bastilha. A decisão provocou críticas de representantes estudantis, que questionaram as limitações ao direito de manifestação.

O governo francês enfrenta pressão para impedir a repetição dos distúrbios da semana anterior, quando entre 550 mil e 800 mil pessoas participaram de protestos em todo o país. Na ocasião, lojas foram saqueadas e estabelecimentos comerciais sofreram danos.

Paris tem reforço na segurança

Neste sábado, veículos blindados foram posicionados nas proximidades do Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, e da Assembleia Nacional. Comerciantes também reforçaram a proteção de vitrines diante do receio de novos saques.

Museus como o Louvre, o de Orsay e o Picasso, além da Ópera de Paris, fecharam as portas em meio às medidas de segurança.

O movimento dos Coletes Amarelos, que marcou a França em 2018 e 2019, anunciou uma nova mobilização para o próximo sábado, em protesto contra o que classifica como uma “deriva autoritária”.

Além dos atos contra o governo, pelo menos 11 mil pessoas se manifestaram em Orléans contra o partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), que realiza seu congresso político neste fim de semana sob forte esquema de segurança.

Redação ANH




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