Gestão de patrimônio no Nordeste cresce e ultrapassa a região Sul
Investimentos administrados no Nordeste crescem 9,4% e chegam a R$ 60,5 bilhões. Foto: Shutterstock Nordeste supera Sul e assume segunda posição em investimentos administrados no Brasil
O volume de investimentos administrados por gestores de patrimônio no Nordeste alcançou R$ 60,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 9,4% em relação a dezembro de 2025. Com o resultado, a região ultrapassou o Sul, que registrou R$ 55,9 bilhões, e passou a ocupar a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas do Sudeste.
Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Enquanto o Nordeste avançou, o volume total administrado no Brasil recuou 1,9% no período, para R$ 533,3 bilhões.
A participação nordestina no mercado nacional passou de aproximadamente 10,2% no fim de 2025 para 11,3% no primeiro semestre de 2026. Em valores absolutos, a região acrescentou cerca de R$ 5,2 bilhões ao volume administrado.
O Sudeste permaneceu na liderança, com R$ 407,5 bilhões, apesar de uma queda de 3,5%. O Sul registrou retração de 1,2%, enquanto o Centro-Oeste recuou 8,1%, para R$ 5,7 bilhões. Já o Norte apresentou o maior crescimento percentual entre as regiões, de 19,4%, chegando a R$ 3,7 bilhões.
No mercado nacional, a renda fixa continuou concentrando a maior parcela dos investimentos, com R$ 234,4 bilhões, equivalentes a 44% do total. Apesar disso, o volume dessa classe caiu 8,4% no semestre. Segundo a Anbima, os juros elevados continuam influenciando as decisões de alocação dos recursos.
A renda variável, por sua vez, cresceu 6,2%, alcançando R$ 185,5 bilhões e ampliando sua participação de 32% para 35%. Os fundos de ações tiveram alta de 9,1%, totalizando R$ 85,9 bilhões.
O número de clientes atendidos por gestores de patrimônio também aumentou 9,4%, chegando a 40.043. As carteiras administradas cresceram 13,5%, para 38.537, enquanto a quantidade de fundos de investimento recuou 18,7%, totalizando 2.552.
Para Felipe Romcy, CEO da cearense Aplix Capital, o avanço demonstra que o desenvolvimento de negócios competitivos no mercado financeiro não está restrito ao Sudeste, indicando mudanças na distribuição regional do setor.








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