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Maceió,06/11/2026

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Crise bancária no Paraguai afeta brasileiros com perdas que superam R$ 200 mil

Liquidação do Ueno Bank e a renúncia do presidente Santiago Peña geram clima de forte revolta na fronteira; relatos revelam congelamento de economias e bloqueio de capital de giro de empresas

G1
Crise bancária no Paraguai afeta brasileiros com perdas que superam R$ 200 mil Banco ueno bank no Paraguai. Foto: Marcos Landim/RPC

O Paraguai têm enfrentado uma grave crise financeira e política após a intervenção e liquidação do Ueno Bank pelo Banco Central do país. Essa instabilidade afetou diretamente a comunidade de brasileiros que vive e empreende na região de fronteira entre as duas regiões. O travamento das contas digitais da instituição, que concentravam cerca de 60% da população adulta paraguaia, trouxe relatos de expressivos prejuízos a trabalhadores, cambistas e empresários brasileiros.

O impacto da quebra do banco culminou na renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña, após a aprovação do processo de impeachment pelo Congresso.

A situação tem gerado profunda apreensão na Tríplice Fronteira. Diferentes relatos dimensionam o tamanho do rombo financeiro e a frustração dos correntistas. O empresário Pedro Treméa viu parte significativa de seus recursos ficar retida no banco. Embora parte do valor conte com a proteção do Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai, o excedente e a lentidão do processo geraram apreensão:

"Como empresa, não colocamos todo o recurso em um único banco... mas a perda foi maior do que R$ 200 mil", relatou o empresário, destacando que a crise cambial e a disparada do dólar na região agravam ainda mais o cenário para quem importa mercadorias do Brasil.

Também houve relatos da cambista Dalma Morinigo, moradora de Ciudad del Este, que perdeu o equivalente a mais de R$ 7 mil em guaranis mantidos na conta digital do Ueno Bank para custear suas férias de fim de ano.

"Não há muito a ser feito, temos que esperar. Dizem que até em cinco dias iremos receber, mas não acredito muito nisso", declarou Dalma.

Diante da pressão popular e da crise avassaladora, o governo paraguaio sancionou uma lei de emergência para acelerar a liberação de recursos de fundos de garantia e tentar estancar o pânico dos investidores. Contudo, milhares de brasileiros e paraguaios seguem mobilizados aguardando definições sobre a restituição integral de seus haveres.


Redação ANH/AL




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