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Manifestações no Irã resultam em milhares de mortes desde dezembro 2025

Assessoria
Manifestações no Irã resultam em milhares de mortes desde dezembro 2025 Protestos no Irã já deixaram ao menos 5 mil mortos, diz funcionário do regime. (Foto: HENRY NICHOLLS / AFP)

Os protestos que atingem o Irã desde o fim de dezembro do ano passado já resultaram na morte de ao menos 5 mil pessoas, segundo afirmou à agência Reuters um funcionário do regime iraniano sob condição de anonimato. Conforme a fonte, os confrontos mais violentos ocorreram principalmente em regiões de maioria curda, onde a repressão das forças de segurança foi mais intensa. Do total de mortos, cerca de 500 seriam agentes do Estado.

Os números, no entanto, variam de acordo com a fonte. A organização de direitos humanos Hrana estima que ao menos 3.308 pessoas morreram durante as manifestações, enquanto outros 4.382 casos seguem em análise. Ainda segundo a entidade, aproximadamente 24 mil pessoas foram presas desde o início da onda de protestos, em uma das maiores operações repressivas registradas no país nos últimos anos.

Discurso endurecido do regime

Neste sábado (17), o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, adotou um tom ainda mais rígido ao se pronunciar sobre os protestos. Em discurso transmitido pela televisão estatal, ele afirmou que o governo pretende punir severamente os organizadores e participantes considerados centrais para a mobilização popular.

“Não temos intenção de levar o país à guerra, mas não perdoaremos os criminosos internos”, declarou Khamenei. Em seguida, reforçou que a população iraniana deve “quebrar a espinha dorsal” dos revoltosos, sinalizando que o regime continuará a agir de forma dura contra opositores políticos e manifestantes.

Redução no ritmo das manifestações

Apesar da repressão, os protestos se espalharam rapidamente por diversas regiões do país desde o fim de dezembro. De acordo com a Hrana, entre 28 de dezembro e meados de fevereiro, foram registrados ao menos 618 atos em 187 cidades iranianas. Nos últimos dias, porém, houve uma redução significativa na intensidade das mobilizações, com apenas uma manifestação contabilizada na última quinta-feira.

Especialistas avaliam que o enfraquecimento dos atos pode estar relacionado ao aumento das prisões, ao uso de força policial e ao temor de punições mais severas anunciadas pelas autoridades.

Origem da crise

As manifestações tiveram início após uma greve convocada por comerciantes do tradicional Grande Bazar de Teerã, um dos principais centros econômicos e históricos do país. O estopim foi a insatisfação com a alta do custo de vida, impulsionada pela inflação e pelas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump, especialmente relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Historicamente, o bazar desempenha papel central na política iraniana. Movimentos liderados por comerciantes já foram decisivos em momentos-chave da história do país, como em 1979, quando a insatisfação popular contribuiu para a queda do xá Reza Pahlevi e a consolidação da Revolução Islâmica.

Repercussão internacional

A escalada da crise também gerou repercussões no cenário internacional. Durante o auge dos protestos, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu publicamente a possibilidade de uma intervenção militar no Irã. Além disso, anunciou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre países que mantêm relações comerciais com o regime dos aiatolás, ampliando o isolamento econômico de Teerã.

Organizações internacionais de direitos humanos seguem cobrando investigações independentes sobre as mortes e prisões ocorridas durante os protestos, enquanto o governo iraniano sustenta que as ações de repressão são necessárias para preservar a ordem e a estabilidade do país.

Redação ANH




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