Romaria termina em tragédia após capotamento de ônibus no interior de Alagoas
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Alagoas Um grave acidente registrado na manhã desta terça-feira (2) deixou pelo menos 15 mortos após o capotamento de um ônibus que transportava romeiros pela rodovia AL-220, no município de São José de Tapera, no Sertão de Alagoas. O veículo levava cerca de 60 passageiros quando perdeu o controle em uma curva por volta das 7h, segundo informações confirmadas pelo Governo do Estado.
As vítimas fatais incluem cinco homens, sete mulheres e três crianças. Até o momento, as identidades não haviam sido oficialmente divulgadas pelas autoridades, que aguardam a conclusão dos procedimentos legais. O grupo havia saído de Juazeiro do Norte, no Ceará — conhecido destino de peregrinação religiosa no Nordeste — e seguia viagem em direção a cidades do interior alagoano.
Logo após o acidente, equipes do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar e Polícia Científica foram acionadas para prestar socorro às vítimas e organizar o trânsito na região. Parte dos feridos foi retirada do local por helicóptero, enquanto outros foram encaminhados em ambulâncias para unidades de saúde próximas. O governo estadual não detalhou o número total de sobreviventes hospitalizados, mas informou que alguns passageiros receberam atendimento médico ainda na rodovia.
De acordo com relatos preliminares, o trecho onde ocorreu o capotamento é conhecido por curvas acentuadas, o que pode ter contribuído para a gravidade do acidente. A Polícia Civil deve abrir investigação para apurar as circunstâncias e possíveis causas da ocorrência, incluindo as condições do veículo e do trajeto percorrido.

Diante da tragédia, o Governo de Alagoas decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas. O governador Paulo Dantas (MDB) anunciou que se deslocaria até São José de Tapera para acompanhar de perto as operações de resgate e prestar solidariedade às famílias atingidas. Equipes de assistência social também foram mobilizadas para oferecer apoio psicológico aos sobreviventes e parentes das vítimas.
O caso reacende o debate sobre a segurança no transporte de passageiros em rodovias do interior e a necessidade de fiscalização contínua, especialmente em viagens longas que envolvem grupos numerosos durante períodos de romaria e eventos religiosos na região Nordeste.
Redação ANH/AL








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