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Maceió,21/02/2026

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Acidente no fim do desfile da União de Maricá deixa três feridos na Sapucaí

Assessoria
Acidente no fim do desfile da União de Maricá deixa três feridos na Sapucaí Princípio de incêndio foi identificado em um dos carros alegóricos da escola de samba. Foto: Reprodução TV Band

Acidente no fim de desfile deixa três feridos na Sapucaí e reacende debate sobre segurança

O encerramento do desfile da União de Maricá terminou com três pessoas feridas na madrugada deste domingo (15), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A escola, sexta a se apresentar pelo grupo de acesso, enfrentava pressão para concluir a apresentação dentro do tempo regulamentar quando ocorreu o acidente.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, o último carro alegórico da agremiação atingiu uma grade de proteção na reta final do desfile. Com o impacto, integrantes e pessoas próximas à área de evolução foram atingidos.

O caso mais grave é o de Itamar de Oliveira, de 65 anos, membro da equipe de apoio da escola. Ele sofreu fratura exposta após ter as pernas prensadas pela alegoria. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou que o atendimento foi imediato e que a vítima foi levada ao hospital em menos de dez minutos. Apesar da gravidade, há expectativa de reconstrução das pernas.

Outros dois homens também ficaram feridos, mas sem maior risco. Um deles recebeu alta ainda durante a madrugada, enquanto o outro permanece em observação para exames complementares após uma entorse no tornozelo.

Problemas antes do acidente

Antes do atropelamento, a União de Maricá já havia enfrentado um contratempo. Um princípio de incêndio atingiu o segundo carro alegórico no setor de dispersão. As chamas foram controladas rapidamente, mas o incidente comprometeu o andamento da escola na avenida.

Com o tempo de desfile próximo do limite, a agremiação acelerou a evolução para evitar penalizações. Ainda assim, ultrapassou o tempo máximo permitido e deverá perder pontos na apuração. Especialistas em carnaval apontam que a combinação entre alegorias de grande porte, espaço reduzido e pressão pelo cronograma pode aumentar os riscos operacionais.

Manifestação da escola

Em nota divulgada nas redes sociais, a União de Maricá lamentou o ocorrido e afirmou estar prestando assistência ao integrante ferido. A escola destacou que acompanha de perto o estado de saúde da vítima e reforçou que a prioridade, neste momento, é a recuperação completa do colaborador.

Histórico de ocorrências

Acidentes na Sapucaí não são inéditos. Em 1990, um componente da Beija-Flor de Nilópolis morreu após sofrer um choque elétrico. Em 1992, uma alegoria da Unidos do Viradouro foi atingida por um incêndio.

Em 2003, a atriz Neuza Borges fraturou a bacia ao cair de um carro alegórico da Unidos da Tijuca. Já em 2017, um carro da Paraíso do Tuiuti perdeu o controle e atingiu dezenas de pessoas, resultando na morte da radialista Elizabeth Ferreira Jofrena. No mesmo ano, outra alegoria da Unidos da Tijuca também se envolveu em ocorrência semelhante, sem vítimas fatais.

Em 2022, a morte da menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, após ser atingida por um carro alegórico, voltou a levantar questionamentos sobre protocolos de segurança e fiscalização.

O novo episódio reacende o debate sobre medidas preventivas, revisão estrutural das alegorias e reforço na organização do fluxo de encerramento dos desfiles, especialmente nos minutos finais, quando a disputa por cada segundo pode impactar diretamente o desempenho das escolas na competição.

Redação ANH/RJ




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