Prefeitura de São Paulo inaugura primeiro hospital veterinário 24h da rede municipal
Cão Orelha - Foto: Polícia Civil de Santa Catarina A Prefeitura de São Paulo ampliou o atendimento da rede pública veterinária e colocou em funcionamento, em regime 24 horas, o Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”, no bairro do Tatuapé. A mudança entrou em vigor na quinta-feira (19) e marca a primeira unidade da capital a oferecer assistência ininterrupta para cães e gatos.
Além do atendimento regular realizado durante o dia, a unidade passa agora a receber casos de urgência e emergência no período noturno, das 17h às 7h. A ampliação busca suprir uma demanda antiga de tutores que enfrentavam dificuldades para encontrar atendimento público fora do horário comercial.
O hospital foi rebatizado em homenagem ao “Cão Orelha”, animal que morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em Florianópolis, no início do ano. O caso ganhou repercussão nacional e mobilizou debates sobre maus-tratos a animais, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à proteção e ao cuidado veterinário.
A unidade integra a rede municipal que oferece consultas clínicas, exames laboratoriais e de imagem, procedimentos cirúrgicos e internações. O atendimento ocorre mediante agendamento prévio ou triagem, conforme a disponibilidade de vagas. Situações consideradas mais graves têm prioridade.
Os hospitais veterinários municipais contam com oito especialidades: oftalmologia, cardiologia, endocrinologia, neurologia, oncologia, ortopedia, dermatologia e cirurgia bucomaxilofacial. A estrutura foi pensada para garantir atendimento especializado a animais de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Nas unidades das zonas sul, norte e leste, o agendamento presencial, das 7h às 16h, é destinado prioritariamente a moradores inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família, Auxílio Gás e Renda Mínima. Quem não participa desses programas pode solicitar uma avaliação socioeconômica, mediante apresentação de documentos que comprovem renda e residência.
Já na unidade da zona oeste, o atendimento funciona por ordem de chegada, com distribuição de senhas a partir das 7h.
Para utilizar o serviço, o responsável pelo animal deve apresentar documento oficial com foto e CPF, comprovante de residência na capital emitido nos últimos três meses, Registro Geral do Animal (RGA) e, quando aplicável, número do CadÚnico e comprovante de benefício social ativo.
Com a ampliação para funcionamento ininterrupto, a Prefeitura busca fortalecer a política de bem-estar animal e ampliar o acesso da população de baixa renda a serviços veterinários especializados, reduzindo filas e oferecendo resposta mais rápida a casos emergenciais.
Redação ANH/SP








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