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Morte de El Mencho provoca envio de 10 mil soldados ao oeste do México

Assessoria
Morte de El Mencho provoca envio de 10 mil soldados ao oeste do México A morte do narcotraficante provocou uma reação rápida do cartel, que bloqueou estradas e incendiou veículos. Foto: ULISES RUIZ/AFP

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, provocou uma das maiores mobilizações de segurança dos últimos anos no México. Mais de 10 mil militares foram enviados para estados do oeste do país após a operação que resultou na morte do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das organizações criminosas mais poderosas da América Latina.

A ação ocorreu no domingo (22), na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco. De acordo com informações oficiais, El Mencho foi localizado durante uma ofensiva das forças armadas. Ele ficou ferido em confronto e morreu enquanto era transportado de helicóptero para a Cidade do México. Contra o narcotraficante havia uma recompensa de US$ 15 milhões oferecida pelas autoridades dos Estados Unidos.

Escalada de violência

A resposta do cartel foi imediata. Integrantes da facção bloquearam rodovias com veículos incendiados, atacaram postos de combustíveis, depredaram agências bancárias e entraram em confronto com forças policiais em pelo menos 20 estados mexicanos.

O secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, informou que os confrontos deixaram ao menos 58 mortos, entre eles 27 agentes de segurança, 30 suspeitos ligados ao crime organizado e uma mulher atingida durante os ataques. O número ainda pode ser atualizado, segundo as autoridades.

Diante do cenário, o governo federal determinou o reforço imediato da presença militar nas regiões mais afetadas, especialmente em Jalisco e estados vizinhos, considerados redutos estratégicos do CJNG. A prioridade, segundo o governo, é evitar novos bloqueios e proteger a população civil.

Liderança e incertezas

El Mencho, de 59 anos, era considerado um dos criminosos mais procurados do país e figurava na lista de alvos prioritários das autoridades mexicanas e norte-americanas. Sob seu comando, o CJNG expandiu atuação para diversos estados do México e consolidou rotas internacionais de tráfico de drogas.

Especialistas apontam que a morte do líder pode provocar uma disputa interna pelo controle da organização. Analistas de segurança afirmam que ele exercia papel central nas decisões estratégicas do grupo e não havia um sucessor claramente definido, o que pode desencadear fragmentação ou confrontos internos.

Ao mesmo tempo, há o temor de que a facção busque reafirmar poder por meio de novas ações violentas. O governo mexicano declarou estar monitorando possíveis movimentações de reestruturação do cartel.

Pressão internacional

A ofensiva contra o CJNG ocorre em um momento de forte pressão internacional para o combate aos cartéis de drogas, sobretudo devido ao tráfico de substâncias sintéticas para os Estados Unidos. Autoridades norte-americanas acompanham de perto os desdobramentos da operação.

Embora a morte de El Mencho seja considerada um golpe significativo contra a estrutura do cartel, especialistas alertam que o impacto a longo prazo dependerá da capacidade do Estado de manter presença permanente nas áreas dominadas pela organização e impedir que novos líderes assumam o controle.

Enquanto isso, a população das regiões afetadas convive com bloqueios, reforço militar nas ruas e a expectativa de novos desdobramentos em um dos episódios mais tensos da atual política de segurança mexicana.

Redação ANH




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