Conflito entre EUA, Israel e Irã pode estar perto do fim, diz Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Isac Nóbrega/PR O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que o conflito militar envolvendo o Irã pode estar próximo de chegar ao fim. A declaração foi feita durante entrevista concedida por telefone à emissora norte-americana CBS News.
De acordo com o presidente, a ofensiva liderada pelos Estados Unidos em conjunto com Israel teria enfraquecido significativamente a capacidade militar iraniana. Trump afirmou que boa parte da infraestrutura de defesa do país foi comprometida ao longo das operações, incluindo sistemas de comunicação, bases aéreas e instalações voltadas à produção de drones.
“Na prática, a guerra está praticamente concluída”, declarou o presidente, ao comentar o avanço das ações militares. Segundo ele, os ataques teriam desorganizado a estrutura das forças armadas iranianas, reduzindo sua capacidade de reação.
O conflito no Oriente Médio chegou ao décimo dia nesta segunda-feira. No início das operações, em 28 de fevereiro, Trump havia estimado que os confrontos poderiam durar até cinco semanas. No entanto, o presidente afirmou que o andamento das ofensivas superou as expectativas iniciais e acelerou o enfraquecimento das forças iranianas.
As declarações acontecem em um momento de grande tensão no cenário internacional. A escalada militar tem provocado impactos diretos na economia global, especialmente no mercado de energia. Nos últimos dias, o preço do barril de petróleo registrou forte alta e se aproximou de US$ 120, o que gerou preocupação entre investidores e contribuiu para a queda em bolsas de valores ao redor do mundo.
Ainda durante a entrevista, Trump afirmou que o governo norte-americano possui um plano relacionado ao preço do petróleo que, segundo ele, pode ajudar a estabilizar o mercado internacional. O presidente, porém, não detalhou quais medidas poderão ser adotadas.
Outro tema abordado foi a situação política interna do Irã após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, que morreu em um ataque logo no primeiro dia do conflito. A sucessão do cargo tem gerado incerteza dentro do país. Um dos nomes apontados como possível substituto é o de Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder.
Questionado sobre o novo comando iraniano, Trump afirmou não ter uma mensagem específica para o possível sucessor e disse apenas que tem em mente quem poderia assumir a liderança do país, sem revelar detalhes.
Enquanto isso, o governo iraniano mantém um discurso firme contra qualquer possibilidade de negociação imediata. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir cessar-fogo neste momento.
Segundo ele, o país está focado em responder aos ataques e garantir a defesa do território. Baghaei também acusou os Estados Unidos de tentar exercer controle sobre os recursos energéticos do Irã, especialmente suas reservas de petróleo.
De acordo com o porta-voz, Washington estaria interessado em enfraquecer economicamente o país e ampliar sua influência na região. As acusações reforçam o clima de tensão diplomática entre os dois governos.
Apesar das declarações de Trump indicando um possível desfecho próximo do conflito, os confrontos continuaram ao longo desta segunda-feira. As Forças de Defesa de Israel informaram que o Irã lançou novos mísseis contra território israelense, levando as autoridades a orientarem a população a procurar abrigos de segurança.
Em resposta, militares israelenses realizaram ataques contra diversas instalações militares iranianas. Segundo o exército de Israel, ao menos seis bases aéreas foram atingidas durante as operações, além da destruição de aeronaves ligadas à Guarda Revolucionária do Irã.
O aumento das ofensivas e a troca de ataques indicam que, apesar das declarações sobre um possível encerramento da guerra, o cenário no Oriente Médio ainda permanece instável e acompanhado com atenção por governos e organismos internacionais.
Redação ANH








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