Gripe avança no RN com baixa vacinação: 154 casos e dois óbitos em 2026
Escolas ampliam circulação de vírus respiratórios entre crianças; vacinação é a forma de prevenir casos graves. Foto: José Aldenir A baixa adesão à vacinação contra a gripe no Rio Grande do Norte mantém elevado o risco de complicações graves entre bebês, idosos, gestantes e imunossuprimidos, grupos mais suscetíveis ao vírus influenza, que pode evoluir para internações e infecções secundárias como pneumonia bacteriana, sinusite e otite. A infectologista Marise Freitas, alerta que a gripe vai além de sintomas leves respiratórios e serve como porta de entrada para essas infecções, agravando o quadro em vulneráveis.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública revelam o drama: em 2025, o estado registrou 348 casos confirmados de influenza A e B, com cobertura vacinal abaixo da meta em crianças de 6 meses a 6 anos, em 55,4 por cento, e idosos, em 52,9 por cento, apesar de cerca de um milhão de doses aplicadas. Gestantes foram exceção, superando a meta com 112,6 por cento. Este ano, já são 154 casos confirmados pelo Lacen, dois óbitos e 27 internações por síndrome respiratória aguda grave na rede pública.
A queda na adesão vacinal persiste há seis anos, intensificada pela pandemia de Covid-19, afetando não só a gripe, mas outros imunizantes. Marise Freitas explica que a priorização segue o Ministério da Saúde, focando quem mais complica, pois não há doses para todos. Aumento recente de casos liga-se a aglomerações de carnaval e retorno às aulas, onde crianças transmitem mais o vírus por proximidade.
Daniela de Castro, pedagoga e mãe de quatro filhos em idade escolar, confirma: gripes são comuns no período, contaminando pais e idosos familiares, mas os dela evitam internações graças à vacinação em dia. Prevenção passa por evitar circular com sintomas como coriza, febre e dor de garganta, lavar mãos e usar máscara nos primeiros cinco dias de secreção nasal, quando o contágio é maior.
A campanha estadual começa em 28 de março, com Dia D de postos ampliados, visando 90 por cento de cobertura em 1,424 milhão de prioritários até 30 de maio. Podem se vacinar crianças de 6 meses a menos de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos desde 60 anos, indígenas, quilombolas, pessoas em rua, trabalhadores da saúde, professores, forças de segurança, deficientes, caminhoneiros, transportadores, presos e doentes crônicos. A vacina, segura e eficaz, reduz internações e mortes no pico de circulação viral.
Redação ANH/RN








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