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Gerson Brenner, ícone dos anos 1990, morre aos 66 anos

Assessoria
Gerson Brenner, ícone dos anos 1990, morre aos 66 anos Ator Gerson Brenner falece por falência múltipla de órgãos; carreira foi interrompida em 1998 por tentativa de assalto.

Gerson Brenner, galã consolidado da TV Globo nos anos 1990, faleceu nesta segunda-feira, 23 de março, aos 66 anos em decorrência de falência múltipla de órgãos, após estar internado no Hospital São Luiz, no Itaim, em São Paulo desde o dia 16 com quadro de sepse. A morte foi confirmada pela esposa Marta Brenner, encerrando a trajetória de um artista que marcou gerações com papéis memoráveis e enfrentou décadas de sequelas de um episódio que transformou sua vida no auge do sucesso profissional.


O ator viveu intensamente o brilho dos palcos e telas durante os anos 1990, consolidando carreira robusta na teledramaturgia brasileira como galã e intérprete de personagens cômicos, fortões de bom humor e bom coração que conquistaram o público. Em Rainha da Sucata, em 1990, Gerson Brenner interpretou um de seus papéis mais marcantes como Gerson Giovani, instrutor de paraquedismo e filho mais velho de Dona Armênia, vivida por Aracy Balabanian, papel que consolidou sua presença cênica e carismática. Posteriormente trabalhou em Perigosas Peruas, em 1992, como Giovanni Barbieri, policial fortão e trapalhão que disputava afetos na trama, além de Deus Nos Acuda, também em 1992, retornando ao personagem Gerson Giovani.


Seu último trabalho foi em Corpo Dourado, novela das oito de 1998, quando interpretava Jorginho, fazendeiro ingênuo que disputava o amor da protagonista Selena com o empresário Arturzinho, personagem divertido que trouxe leveza à trama e consolidou ainda mais sua carreira no momento exato em que tudo seria interrompido.


Em 17 de agosto de 1998, quando Gerson tinha 38 anos e estava no auge profissional, dirigia de São Paulo para o Rio de Janeiro visando gravar o último capítulo de Corpo Dourado. Na Rodovia Ayrton Senna, nas proximidades de Guararema, o ator sofreu um acidente que viria a definir o resto de sua existência. Criminosos realizaram uma tentativa de assalto que resultou em um disparo de arma de fogo na cabeça do artista, ferimento que atravessou o lado esquerdo do cérebro, ficando alojado na nuca e causando dano cerebral irreversível.


O projétil comprometeu áreas cruciais do cérebro responsáveis pela fala e pelos movimentos, deixando sequelas permanentes que afastaram definitivamente Gerson Brenner dos palcos e câmeras. O ator ficou internado em coma e enfrentou processo longo de recuperação que nunca se completaria plenamente. Por décadas conviveu com dificuldades de locomoção e fala, mantendo-se recluso da vida pública e afastado do meio artístico que lhe deu fama e reconhecimento.


Marta Brenner, sua companheira ao longo desses anos turbulentos, relatava a profunda dedicação do ator à televisão mesmo após o acidente que interrompeu sua carreira. Em janeiro do ano passado, Gerson foi encaminhado novamente ao Hospital São Luiz Itaim após ser diagnosticado com pneumonia, quadro que agravou seu estado de saúde já fragilizado pelas sequelas do ferimento de 1998 e o manteve internado na Unidade de Terapia Intensiva.


O falecimento de Gerson Brenner marca o encerramento de uma história que dividiu sua vida em dois períodos bem definidos: antes e depois do crime que chocou o país e interrompeu uma carreira brilhante em seu apogeu. Deixa duas filhas, Anna Luísa Haas e Vica Brenner, além da memória de um artista que conquistou corações brasileiros com seu carisma, talento e presença de cena nos anos dourados da teledramaturgia nacional.

Redação ANH/SP




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