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Maceió,26/03/2026

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Extradição de Zambelli: Itália acata pedido brasileiro

Assessoria
Extradição de Zambelli: Itália acata pedido brasileiro Carla Zambelli está presa na Itália. (Renato Araújo/Câmara dos Deputados)

Justiça italiana aprova extradição de Carla Zambelli ao Brasil


A Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos penais, com notificação enviada ao governo brasileiro nesta quinta-feira (26).

Zambelli está presa em Roma desde julho de 2025, após deixar o Brasil para escapar do cumprimento de mandados de prisão. A decisão da Corte de Apelação de Roma, concluída em fevereiro, autoriza seu retorno ao país, com perspectiva de prisão na Penitenciária Feminina da Colmeia, em Brasília.

A defesa de Zambelli tem prazo de 15 dias para recorrer à Corte de Cassação, última instância judicial italiana do caso. Após isso, a decisão final sobre a extradição cabe ao Ministério da Justiça da Itália.

"A Embaixada do Brasil em Roma foi informada pelos advogados sobre decisão da Corte de Apelação em favor da concessão da extradição. Ainda cabe recurso no âmbito judicial, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo italiano", informou o Itamaraty.

Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pela Primeira Turma do STF por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto, condenado a oito anos pelos mesmos crimes. Delgatti alegou ter sido contratado por Zambelli para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Pelo caso de invasão, ela também deve pagar indenização de dois milhões de reais em danos morais e coletivos, juntamente com Delgatti.

Em agosto de 2024, o STF condenou Zambelli pela segunda vez a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, em votação por 9 votos a 2. A condenação resultou do episódio em que sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Nesse processo, Zambelli também foi condenada ao pagamento de dois milhões de reais em danos coletivos.

O STF determinou a cassação do mandato parlamentar de Zambelli como consequência das condenações, a ser efetivada após o trânsito em julgado das decisões. Porém, em dezembro, a Câmara dos Deputados votou pela manutenção de seu mandato, contrariando a determinação da Primeira Turma do tribunal.

As condenações criminais, quando definitivas, levam à suspensão dos direitos políticos, impedindo a pessoa de votar ou se candidatar a cargo eletivo.

Redação ANH




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