Brasil envia nova delegada para atuar em órgão de imigração dos EUA
Nomeação foi registrada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 17 de março. Foto: Reprodução/Instagram A Polícia Federal designou a delegada Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), com sede em Miami. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União no mês de março.
A delegada assume o posto anteriormente ocupado por Marcelo Ivo de Carvalho, que deixou a função após decisão do governo dos Estados Unidos, durante a gestão do então presidente Donald Trump. Carvalho estava em missão no país desde 2023, atuando na identificação e captura de brasileiros foragidos.
Com carreira iniciada na Polícia Federal no início dos anos 2000, Tatiana Alves Torres é formada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui especialização nas áreas de Segurança Pública e Ciências Penais. Ao longo da trajetória, acumulou experiência no combate ao crime organizado, crimes financeiros, ambientais e questões relacionadas à migração.
A delegada já ocupou cargos de destaque na corporação, incluindo a superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Atualmente, exercia a função de coordenadora-geral de Gestão de Processos, além de integrar a classe especial da instituição.
Sua formação também inclui treinamentos internacionais realizados pela Interpol, na França, e pela National Defense University, em Washington. Fluente em inglês e francês, a delegada também possui conhecimento intermediário de espanhol.
A substituição no posto ocorre após autoridades norte-americanas alegarem que um representante brasileiro teria tentado contornar procedimentos formais de extradição. Em comunicado oficial, o governo dos Estados Unidos afirmou que não permitiria o uso do sistema migratório para finalidades consideradas inadequadas, solicitando a saída do servidor envolvido.
A nova nomeação ocorre em meio à cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate a crimes transnacionais e no monitoramento de cidadãos foragidos da Justiça.
Redação ANH





COMENTÁRIOS