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Maceió,25/04/2026

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Ciência confirma situação rara de gêmeos gerados por pais diferentes

Assessoria
Ciência confirma situação rara de gêmeos gerados por pais diferentes Fenômeno genético raro explica nascimento de irmãos com paternidade diferente.

Um caso raro registrado na Universidade Nacional da Colômbia voltou a ganhar repercussão nas redes sociais ao revelar uma situação incomum envolvendo o nascimento de gêmeos com pais diferentes. O episódio ocorreu em 2018, mas voltou a viralizar recentemente, despertando curiosidade e debate sobre fenômenos genéticos pouco conhecidos.

Na ocasião, uma mulher colombiana procurou o Laboratório de Genética de Populações e Identificação da instituição para realizar exames de paternidade dos filhos. O resultado surpreendeu até mesmo os especialistas envolvidos: embora fossem gêmeos e compartilhassem a mesma mãe, cada criança tinha um pai distinto.

O fenômeno é conhecido na ciência como superfecundação heteropaternal, uma condição extremamente rara, com poucos registros documentados em estudos científicos ao redor do mundo. Casos como esse são considerados excepcionais e costumam chamar atenção tanto da comunidade científica quanto do público em geral.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores utilizaram técnicas avançadas de análise genética, baseadas em marcadores microssatélites. O método envolve a comparação de pequenos fragmentos de DNA da mãe, dos filhos e dos supostos pais. A partir da coleta de material genético, os cientistas ampliaram e analisaram sequências específicas, permitindo identificar padrões de herança genética com alto grau de precisão.

Os resultados mostraram que o material genético de um dos homens coincidia apenas com um dos gêmeos, descartando a possibilidade de paternidade em relação ao outro. A análise probabilística confirmou, assim, a ocorrência da dupla fecundação por parceiros diferentes.

Especialistas explicam que, para que esse tipo de situação aconteça, é necessário que a mulher tenha relações com dois parceiros distintos em um curto intervalo de tempo, durante o período fértil. Isso ocorre porque os óvulos liberados pelo organismo feminino permanecem viáveis por um tempo limitado, o que torna o fenômeno biologicamente possível, embora raro.

Pesquisadores também apontam que a liberação dos óvulos pode ocorrer em momentos diferentes dentro do mesmo ciclo, o que amplia a chance de fecundações em tempos distintos. Ainda assim, a combinação de fatores necessária para que a superfecundação heteropaternal aconteça é incomum, o que explica o baixo número de casos registrados mundialmente.

A repercussão do caso evidencia o interesse do público por temas ligados à genética e reforça como avanços científicos têm permitido compreender situações cada vez mais complexas relacionadas à reprodução humana.

Redação ANH




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