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Maceió,27/04/2026

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Empreendimento no litoral de Fortaleza pode impactar mobilidade e vista para o mar

Assessoria
Empreendimento no litoral de Fortaleza pode impactar mobilidade e vista para o mar O terreno em questão é área de marinha, portanto, pertence à União, e foi liberado pela SPU para a Cagece. Foto: Kid Jr

A construção de uma usina de dessalinização de água do mar no bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza, deve provocar ao menos 11 impactos na vizinhança, segundo estudo apresentado pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Para reduzir esses efeitos, o consórcio Águas de Fortaleza S/A, responsável pela obra, prevê a adoção de 39 medidas mitigadoras.

As informações constam no Estudo de Impacto de Vizinhança, documento exigido no processo de licenciamento e aprovado pela Prefeitura em março. O termo de compromisso foi firmado por meio da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente e publicado no Diário Oficial do Município.

A medida representa um avanço na etapa legal para execução do projeto, que será implantado na Avenida Zezé Diogo. No entanto, o início das obras ainda depende da emissão do alvará de construção, que segue em tramitação. A previsão mais recente aponta para o começo das intervenções em maio, com duração estimada de dois anos.

O estudo aponta impactos sociais e ambientais tanto na fase de construção quanto na operação da usina. Entre os efeitos negativos estão a emissão de ruídos, poeira e resíduos, além de alterações na mobilidade urbana e na paisagem local. Também está prevista a remoção de um equipamento comunitário existente no terreno e a construção de uma fachada de cerca de 300 metros, que pode interferir na vista para o mar e no acesso à praia.

A geração de empregos é o único impacto classificado como positivo, com estimativa de mais de 500 vagas durante as obras e cerca de 50 postos permanentes na fase de operação. Outros aspectos, como uso do solo, ventilação, iluminação e adensamento populacional, foram considerados neutros.

Para compensar os impactos negativos, o consórcio se comprometeu a executar medidas como a construção de uma nova areninha em local definido pela comunidade, criação de acessos urbanizados à praia e priorização da contratação de mão de obra local. Também estão previstas ações para controle de ruídos e gestão adequada de resíduos.

O projeto foi analisado pela Comissão Permanente de Avaliação do Plano Diretor, que discutiu pontos como os efeitos paisagísticos e sociais da obra. Apesar de divergências, o colegiado aprovou o estudo.

A usina é considerada estratégica para o abastecimento hídrico da região metropolitana. Com capacidade prevista de produção de mil litros de água por segundo, o empreendimento deve atender cerca de 720 mil pessoas. A tecnologia utilizada será a de osmose reversa, que permite a transformação da água do mar em potável.

A implantação do projeto ocorre após anos de քննարկsões e ajustes, incluindo mudanças no local da obra para evitar interferências em cabos submarinos de telecomunicações. O terreno, localizado em área da União, foi liberado pela Superintendência do Patrimônio da União, e a licença de instalação foi emitida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente em 2025.

Redação ANH/CE




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