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Maceió,17/05/2026

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Maceió reforça medidas preventivas contra hantavírus após repercussão internacional

Ascom SMS
Maceió reforça medidas preventivas contra hantavírus após repercussão internacional Secretaria de Saúde explica quando procurar atendimento por suspeita de hantavírus. Foto: Divulgação

Após a repercussão internacional envolvendo casos de hantavírus registrados em um navio de expedição, a Organização Mundial da Saúde (OMS) descartou risco de pandemia e afirmou que não há motivo para pânico coletivo. Em Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também reforçou que o cenário atual não representa ameaça generalizada, mas destacou a importância da informação e da prevenção contra a doença.

Segundo o médico infectologista Renee Oliveira, o hantavírus pertence à família Hantaviridae e é transmitido principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados, pouco ventilados ou com acúmulo de poeira contaminada.

O especialista explicou que o vírus costuma estar associado a áreas rurais, depósitos, galpões, celeiros e locais com presença de ratos silvestres. Atividades como limpeza de ambientes fechados sem proteção adequada também aumentam o risco de exposição.

Os sintomas iniciais da doença podem ser confundidos com outras infecções virais e incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos, diarreia e mal-estar. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, queda de pressão arterial e comprometimento pulmonar severo.

Apesar da preocupação gerada após o surto registrado no navio MV Hondius, a OMS informou que o padrão dos casos não indica disseminação ampla. De acordo com Renee Oliveira, a maioria dos tipos de hantavírus não apresenta transmissão entre pessoas. A principal exceção é o chamado vírus Andes, identificado na América do Sul, que pode ser transmitido em situações específicas de contato próximo e prolongado.

O infectologista destacou que o hantavírus não possui capacidade de transmissão respiratória em larga escala, como ocorreu com a Covid-19, o que reduz significativamente o potencial de uma pandemia.

A Secretaria Municipal de Saúde também reforçou que o risco para a população em geral segue considerado baixo. Ainda assim, orienta que moradores mantenham cuidados básicos de higiene e evitem contato com ambientes infestados por roedores.

Entre as recomendações estão armazenar alimentos em recipientes fechados, evitar acúmulo de lixo, vedar frestas em residências e utilizar equipamentos de proteção ao limpar locais fechados ou abandonados.

O médico ressaltou ainda que o diagnóstico da hantavirose pode ser difícil nos primeiros dias, já que os sintomas se confundem com doenças como dengue, influenza, Covid-19, leptospirose e pneumonia. Por isso, o histórico de exposição a ambientes com roedores é fundamental para levantar suspeita clínica.

Atualmente, não existe antiviral específico para o tratamento da síndrome cardiopulmonar causada pelo hantavírus. O atendimento é baseado em suporte médico intensivo, principalmente para controle respiratório e hemodinâmico.

A orientação é procurar atendimento médico ao apresentar febre, dores intensas no corpo e sintomas gastrointestinais após contato com locais de risco. Em casos de falta de ar, tontura, confusão mental, coloração arroxeada nos lábios ou piora rápida do estado geral, a recomendação é buscar imediatamente uma unidade de urgência.

A SMS reforça que informação correta e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para evitar a doença e tranquilizar a população diante das recentes notícias envolvendo o hantavírus.

Redação ANH/AL




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